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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Filtrando sua mente - quanto lixo e informações inúteis você ingere diariamente?



Na leitura do clássico Sherlock Holmes somos ensinados pelo próprio detetive a enxugar o que é desnecessário de ser absorvido por nossas mentes. Deixando assim só o que de fato é necessário e fundamental para nossa vida e nosso trabalho ser bem gerido. A formula do genial detetive deveria ser seguida a risco por todos nós que vivemos nesse mundo globalizado. Informações chegam aos montes. Porém se formos ingênuos ou simpatizantes de todas as fontes e besteiras que são ditas e nos mostradas seremos facilmente ludibriados por pessoas fingidas ou malignas que não querem o nosso bem. Sendo assim, o que devemos fazer?
Em primeiro lugar devemos bloquear de todas as formas possíveis as fontes de informação ruins.
Se você tem pessoas do seu convívio pessoal que só compartilham idiotices, a primeira mudança deve ser não permitir que essas pessoas tirem seu foco das outras informações relevantes. Você escolhe se quer compactuar para sua própria lixeira pessoal ou seguir um caminho claro e objetivado em prol da sua mente funcional e criativa para o que realmente interessa. E o que realmente interessa para você?

Dai temos o que eu considero a força motriz de nossas vidas. Os seus objetivos!

Se você busca realização pessoal ou financeira, você deve buscar sempre as melhores pessoas e as melhores fontes de informação. Não se engane, você não cresce sozinho, tudo e todos o influenciam a chegar onde você almeja. Então escolha bem quem o ajudará a atingir seus objetivos. Será a pessoa que só o tira do foco ou a pessoa que o faz caminhar mais rápido para sua própria realização.
É elementar que você tenha confiança nas pessoas ao seu redor. Elas podem te elevar ou te afundar até o fundo do poço.
 E ainda assim quando você atingir a sua própria maneira de filtrar o que lhe é relevante, você ainda terá que tomar escolhas difíceis, e isso o fará alguém que os outros passaram a perguntar sobre determinados assuntos. Você se tornará formador de opinião. E esse processo será ainda mais complicado do que quando você ainda escolhia seu ciclo de influência. É nesse ponto que dentre todas as informações ao seu dispor você terá que tomar suas decisões não apenas por você, mas por todas as outras pessoas que o respeitam. O seu lixo intelectual nunca será extinto, mas você deve reduzi-lo ao máximo para que suas escolhas moldem o futuro de maneira que mais pessoas sintam-se livres dos vícios da sociedade contemporânea de compartilhar tudo o que é irrelevante. Afetando cada vez menos individuos e moldando novos formadores de opiniões que realmente farão do mundo um lugar melhor e mais educado.


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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Aprenda como apreciar a arte contemporânea



fonte: canal do ensino

Gostar de arte é uma questão de opinião, certo? Será? Será que você sabe como apreciar uma obra de arte, principalmente em se tratando de arte contemporânea? Este artigo é para você parar para pensar e, até mesmo, aprender como apreciar a arte contemporânea.
Obras de arte contemporânea, mesmo sendo estas figurativas, podem parecer abstratas aos olhos da maioria dos observadores. Além disso, a arte moderna é frequentemente taxada de “desenho de criança” quando o espectador se depara, por exemplo, com uma série de rabiscos ou manchas coloridas.

Evolução da arte

A arte é uma grande incompreendida e o artista, na maior parte das vezes, é taxado de excêntrico ou gênio, sendo a sociedade no geral bastante complacente com suas atitudes, sem nunca levá-los realmente a sério fora de seu campo de trabalho.
É importante notar que o artista na Antiguidade e Idade Média, era valorizado por suas habilidades manuais – aí entendemos o motivo pelo qual no grego antigo, a palavra téchne (“técnica” ou “ofício”) era o mais próximo na língua para designar o temo “arte”. Porém, a ideia de gênio criador, veio somente com a Renascença e a Idade Moderna. A noção de “artista maldito” – aquele sofredor depressivo que através desse fundo de poço e seu dom genial cria grandes obras – se popularizou após Van Gogh que teve um fim trágico, além de cortar a própria orelha.

As obras de arte

A artista plástica e historiadora Aline Pascholati publicou um artigo no site Literatortura no qual ela fala como é o processo de apreciação da arte.
Segundo Aline, quando, por exemplo, pensamos nas mais “recentes” formas de arte, da arte conceitual (que como o nome diz, é o conceito antes de tudo) até as mais tecnológicas e inusitadas (vídeo arte, performance e instalação), a percepção do público leigo é ainda pior, a não ser que se trate de algo interativo, legal e bonitinho.
Aí entra algo fundamental para apreciação da arte: o conhecimento, aliado à observação e à reflexão. É claro que existem obras que devem apenas ser sentidas, ou artistas não muito sérios que jogam algo na tela com o único intuito de ganhar dinheiro, mas isso já é outra história, que não caracteriza necessariamente e exclusivamente a grande maioria dos casos.
É mais fácil admirar e apreciar uma arte bela ou que ostenta alta qualidade técnica, reproduzindo o mundo de maneira “perfeita”. Quando é preciso verdadeiramente refletir para entender uma obra e suas referências, é bastante difícil fazê-lo sem possuir as ferramentas intelectuais necessárias, além de que o ser humano, por natureza, tende a lei do mínimo esforço, com a ideia quase inconsciente de que “pensar dá preguiça”.


Como apreciar uma obra de arte

Aline Pascholati diz que um ponto de extrema importância é que nós não somos educados e treinados a refletir frente a uma obra de arte. E isso é uma característica do Brasil. Em diversos países da Europa, principalmente no caso da França, as crianças entram desde cedo em contato com a arte – até mesmo a contemporânea.
Aline conta que já presenciou diversas vezes no Museu do Louvre, em Paris, professores e alunos, com menos de dez anos de idade, frente àquelas imensas pinturas a óleo. E antes de “explicar” a obras, o mestre pedia que as crianças dissessem o que pensavam e o que sentiam enquanto observavam. E nesse meio ia explicando sobre a arte.
A artista ainda diz que sente falta aqui no Brasil de um treino da simples reflexão, através da qual podemos penetrar em pelo menos parte da obra. Sobretudo no mundo da arte contemporânea, essa reflexão é extremamente importante, pois, apesar de alguns artistas tratarem de temas facilmente reconhecíveis, como aqueles que fazem referência à cultura pop, muitos possuem temas únicos e maneiras exclusivas de representá-los, gerando assim, uma quantidade bem grande de informação a assimilar.
Segundo Aline, nos dias atuais está mais difícil definir a que estilo ou corrente artística este ou aquele artista pertence. Pelo menos em teoria, hoje o artista é completamente livre e a falta desses padrões dificulta uma leitura mais automática da obra.

Dicas para apreciar obras de arte

Aline Pascholati dá algumas dicas que podem ajudar:
  • Comece por mostras mais “fáceis”, digamos de algum artista renomado, seja um daqueles “das antigas”, um Da Vinci, por exemplo, ou um dos grandes da arte contemporânea.
  • No caso de uma visita a um museu bem grande, com centenas de obras, escolha somente algumas, as que lhe chamaram mais atenção ou aquelas que já ouviu falar. E então pare frente a esta, observe, sinta, interprete, aprecie. Tentar absorver um Louvre inteiro em uma só visita pode ser bastante desgastante.
  • Tudo bem que, quando você é um turista, quer absorver o máximo no pouco tempo que tem. Mas vá com calma, senão você sairá de lá com um turbilhão de imagens misturadas e dor de cabeça.
  • Escolha algumas peças de cada período e as “famosas” do museu em questão, se você fizer questão de vê-las. Esse exercício pode ser feito em qualquer tipo de museu.
  • Leituras de arte: leia sobre arte, seja livro, revista, entrevistas de artistas, e não só isso, mas também música, cinema – pois as artes se influenciam mutuamente e assim será mais fácil reconhecer referências diretas que as cruzem.
Pouco a pouco, esses quadros, esculturas e todo tipo de arte que, a princípio pareciam incompreensíveis, passará a ter talvez um pouco mais de sentido, na maioria dos casos.
Embarque nessa aventura e aprenda a apreciar arte contemporânea! É conhecimento e alimento para mente e alma.

Leia também... A história da arte...

Um ótimo 2016 para você...que seja um ano de muitas vitórias e realizações!
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