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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

‘I Have a Dream’, de Martin Luther King Jr., na íntegra

Dia 28 de agosto de 1963 foi um dia especial para o mundo. Em pé, nos degraus do Lincoln Memorial, após a Marcha de Washington por Empregos e Liberdade, o pastor Martin Luther King Jr. começava seu discurso. Ouvido na ocasião por mais de duzentas mil pessoas, o ativista inflamou a praça exigindo igualdade entre negros e brancos numa terra de preconceito e opressão, onde a população negra era marginalizada em guetos e não tinha direitos democráticos básicos, como o voto.
Entre as reivindicações, Luther King Jr. pediu o fim da segregação no ensino público; uma legislação clara a respeito dos direitos civis, que proibisse a discriminação racial no emprego; o fim da brutalidade policial com militantes dos direitos civis e a criação de um salário mínimo igualitário para todos os trabalhadores. Pedidos feitos com a voz firme e o tom pastoral do pregador de Memphis, com 34 anos na ocasião, que sentenciou, em meio ao texto, a frase ‘I Have a Dream’, que ficaria pra sempre na história.
Um ano depois de ‘I Have a Dream’, a Lei dos Direitos Civis foi votada e promulgada, com total apoio de John F. Kennedy, presidente na ocasião. 1964 também foi o ano em que Martin Luther King Jr. conquistou o Prêmio Nobel da Paz. Em 1965, a Lei sobre o Direito de Votar foi aprovada, com certeza empurrada pela prosperidade do discurso. Uma pesquisa feita em 1999 mostra que ‘I Have a Dream’ foi eleito o melhor discurso estadunidense. 
Contextualizado o discurso, resolvemos trazê-lo na íntegra (em formato de vídeo e em texto) para que você, advogado, possa se inspirar. A busca pela justiça é parte da rotina do profissional jurídico. Confira:



“Estou feliz em me unir a vocês hoje naquela que ficará para a história como a maior manifestação pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás um grande americano, em cuja sombra simbólica nos encontramos hoje, assinou a proclamação da emancipação [dos escravos]. Este decreto momentoso chegou como grande farol de esperança para milhões de escravos negros queimados nas chamas da injustiça abrasadora. Chegou como o raiar de um dia de alegria, pondo fim à longa noite de cativeiro.
Mas, cem anos mais tarde, o negro ainda não está livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro ainda é duramente tolhida pelas algemas da segregação e os grilhões da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro habita uma ilha solitária de pobreza, em meio ao vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro continua a mofar nos cantos da sociedade americana, como exilado em sua própria terra. Então viemos aqui hoje para dramatizar uma situação hedionda.
Em certo sentido, viemos à capital de nossa nação para sacar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república redigiram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Independência, assinaram uma nota promissória de que todo americano seria herdeiro. Essa nota era a promessa de que todos os homens, negros ou brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à busca pela felicidade.
É evidente hoje que a América não pagou esta nota promissória no que diz respeito a seus cidadãos de cor. Em lugar de honrar essa obrigação sagrada, a América deu ao povo negro um cheque que voltou marcado “sem fundos”.
Mas nós nos recusamos a acreditar que o Banco da Justiça esteja falido. Nos recusamos a acreditar que não haja fundos suficientes nos grandes depósitos de oportunidade desta nação. Por isso voltamos aqui para cobrar este cheque –um cheque que nos garantirá, a pedido, as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.
Também viemos para este lugar santificado para lembrar à América da urgência ferrenha do agora. Não é hora de dar-se ao luxo de esfriar os ânimos ou tomar a droga tranquilizante do gradualismo. Agora é a hora de fazermos promessas reais de democracia. Agora é a hora de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o caminho ensolarado da justiça racial. É hora de arrancar nossa nação da areia movediça da injustiça racial e levá-la para a rocha sólida da fraternidade. Agora é a hora de fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação passar por cima da urgência do momento e subestimar a determinação do negro. Este verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará enquanto não chegar um outono revigorante de liberdade e igualdade.Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo.
Os que esperam que o negro precisasse apenas extravasar e agora ficará contente terão um despertar rude se a nação voltar à normalidade de sempre. Não haverá descanso nem tranquilidade na América até que o negro receba seus direitos de cidadania. Os turbilhões da revolta continuarão a abalar as fundações de nossa nação até raiar o dia iluminado da justiça.
Mas há algo que preciso dizer a meu povo posicionado no morno liminar que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso lugar de direito, não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos saciar nossa sede de liberdade bebendo do cálice da amargura e do ódio.
Temos de conduzir nossa luta para sempre no alto plano da dignidade e da disciplina. Não devemos deixar nosso protesto criativo degenerar em violência física. Precisamos nos erguer sempre e mais uma vez à altura majestosa de combater a força física com a força da alma.
A nova e maravilhosa militância que tomou conta da comunidade negra não deve nos levar a suspeitar de todas as pessoas brancas, pois muitos de nossos irmãos, conforme evidenciado por sua presença aqui hoje, acabaram por entender que seu destino está vinculado ao nosso destino e que a liberdade deles está vinculada indissociavelmente à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos.
E, enquanto caminhamos, precisamos fazer a promessa de que caminharemos para frente. Não podemos retroceder. Há quem esteja perguntando aos devotos dos direitos civis ‘quando vocês ficarão satisfeitos?’. Jamais estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos desprezíveis horrores da brutalidade policial.
Jamais estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados da fadiga de viagem, não puderem hospedar-se nos hotéis de beira de estrada e nos hotéis das cidades. Não estaremos satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for apenas de um gueto menor para um maior. Jamais estaremos satisfeitos enquanto nossas crianças tiverem suas individualidades e dignidades roubadas por cartazes que dizem ‘exclusivo para brancos’.
Jamais estaremos satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova York acreditar que não tem nada em que votar.
Não, não estamos satisfeitos e só ficaremos satisfeitos quando a justiça rolar como água e a retidão correr como um rio poderoso.
Sei que alguns de vocês aqui estão, vindos de grandes provações e atribulações. Alguns vieram diretamente de celas estreitas. Alguns vieram de áreas onde sua busca pela liberdade os deixou feridos pelas tempestades da perseguição e marcados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês têm sido os veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que o sofrimento imerecido é redentor.
Voltem ao Mississippi, voltem ao Alabama, voltem à Carolina do Sul, voltem a Geórgia, voltem a Louisiana, voltem aos guetos e favelas de nossas cidades do norte, cientes de que de alguma maneira a situação pode ser mudada e o será. Não nos deixemos atolar no vale do desespero.
Digo a vocês hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã, eu tenho um sonho.
É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e corresponderá em realidade o verdadeiro significado de seu credo: ‘Consideramos essas verdades manifestas: que todos os homens são criados iguais’.
Tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da irmandade.
Tenho um sonho de que um dia até o Estado do Mississippi, um Estado desértico que sufoca no calor da injustiça e da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e de justiça.
Tenho um sonho de que meus quatro filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo teor de seu caráter.
Tenho um sonho hoje.
Tenho um sonho de que um dia o Estado do Alabama, cujo governador hoje tem os lábios pingando palavras de rejeição e anulação, será transformado numa situação em que meninos negros e meninas negras poderão dar as mãos a meninos brancos e meninas brancas e caminharem juntos, como irmãs e irmãos.
Tenho um sonho hoje.
Tenho um sonho de que um dia cada vale será elevado, cada colina e montanha será nivelada, os lugares acidentados serão aplainados, os lugares tortos serão endireitados, a glória do Senhor será revelada e todos os seres a enxergarão juntos.
Essa é nossa esperança. Essa é a fé com a qual retorno ao Sul. Com esta fé poderemos talhar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar os acordes dissonantes de nossa nação numa bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé podemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir à cadeia juntos, defender a liberdade juntos, conscientes de que seremos livres um dia.
Esse será o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com novo significado: “Meu país, é de ti, doce terra da liberdade, é de ti que canto. Terra em que morreram meus pais, terra do orgulho do peregrino, que a liberdade ressoe de cada encosta de montanha”.
E, se quisermos que a América seja uma grande nação, isso precisa se tornar realidade.
Então que a liberdade ressoe dos prodigiosos picos de New Hampshire.
Que a liberdade ecoe das majestosas montanhas de Nova York!
Que a liberdade ecoe dos elevados Alleghenies da Pensilvânia!
Que a liberdade ecoe das nevadas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ecoe das suaves encostas da Califórnia!
Mas não só isso –que a liberdade ecoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ecoe da Montanha Sentinela do Tennessee!”
Que a liberdade ecoe de cada monte e montículo do Mississippi. De cada encosta de montanha, que a liberdade ecoe.
E quando isso acontecer, quando deixarmos a liberdade ecoar, quando a deixarmos ressoar em cada vila e vilarejo, em cada Estado e cada cidade, poderemos trazer para mais perto o dia que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestante e católicos, poderão se dar as mãos e cantar, nas palavras da velha canção negra, “livres, enfim! Livres, enfim! Louvado seja Deus Todo-Poderoso. Estamos livres, enfim!”

fonte: http://www.projuris.com.br/
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terça-feira, 19 de julho de 2016

Dica do capitão - Heróis Esquecidos No Brilho Das Ruas Escuras



..."Errar não é errado, o processo de reconhecimento do erro e da superação do próprio é o acerto indireto.
Acertamos a partir do momento me que reconhecemos onde erramos, e isso nos leva a evolução, e quem que não quer evoluir? É impossível fugir da evolução, sendo positiva ou negativa estamos sempre participando dela. O melhoramento é consequência, e se quisermos mesmo melhorar nosso país devemos começar a pensar nas pessoas que estão neles, como podemos ajudar o mundo se não ajudarmos quem vive nele primeiro? Nos acostumamos a pensar no que está por fora e não dentro de nós. Nós denominamos por aquilo que possuímos e tão pouco importa aquilo que nos tornamos, A questão da intelectualidade ficou para os chatos e antigos, e assim as gerações vem sendo condicionadas a serem supérfluas, vazias, sintéticas, rasas, degenerativas, descartáveis, temporárias. Existe uma lista infinita sobre como nossa sociedade afunda, mas de que importa isso? O que nos fora posta na mente é que o nosso time de coração tende ganhar o campeonato"...


 A obra de Victor Vitoriano, Heróis Esquecidos... é interpretada por crônicas de gênero autobiográfico que relatam o cerne da devastação em que vive os exilados moradores de rua, mendigos, sem tetos entre outros que só tem da rua o seu teto. Victor vai mais além com olhares no próprio campo solitário da pobreza humana e espiritual, fazendo sutis apelos a quem quiser ouvir de como anda a vida no submundo, aquele ao qual todos nos conhecemos e ainda rejeitamos, pois é mais fácil garantir o seu do que olhar pelo do próximo, e assim seguimos cheios de exatamente nada. Victor Vitoriano tenta ressaltar a importância de ler sua obra não apenas com os olhos, mas com a alma e a mente em funcionamento, pois tudo o que é relatado está da janela para fora, de indivíduos de toda a São Paulo. Ele não é quer salvar o mundo da fome e da pobreza, mas faz o que pode e sempre que pode para trazer-lhes histórias reais, de pessoas reais, com problemas reais, para leitores reais lerem.

adquirir:  http://www.saraiva.com.br/herois-esquecidos-no-brilho-das-ruas-escuras-8848998.html
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Filtrando sua mente - quanto lixo e informações inúteis você ingere diariamente?



Na leitura do clássico Sherlock Holmes somos ensinados pelo próprio detetive a enxugar o que é desnecessário de ser absorvido por nossas mentes. Deixando assim só o que de fato é necessário e fundamental para nossa vida e nosso trabalho ser bem gerido. A formula do genial detetive deveria ser seguida a risco por todos nós que vivemos nesse mundo globalizado. Informações chegam aos montes. Porém se formos ingênuos ou simpatizantes de todas as fontes e besteiras que são ditas e nos mostradas seremos facilmente ludibriados por pessoas fingidas ou malignas que não querem o nosso bem. Sendo assim, o que devemos fazer?
Em primeiro lugar devemos bloquear de todas as formas possíveis as fontes de informação ruins.
Se você tem pessoas do seu convívio pessoal que só compartilham idiotices, a primeira mudança deve ser não permitir que essas pessoas tirem seu foco das outras informações relevantes. Você escolhe se quer compactuar para sua própria lixeira pessoal ou seguir um caminho claro e objetivado em prol da sua mente funcional e criativa para o que realmente interessa. E o que realmente interessa para você?

Dai temos o que eu considero a força motriz de nossas vidas. Os seus objetivos!

Se você busca realização pessoal ou financeira, você deve buscar sempre as melhores pessoas e as melhores fontes de informação. Não se engane, você não cresce sozinho, tudo e todos o influenciam a chegar onde você almeja. Então escolha bem quem o ajudará a atingir seus objetivos. Será a pessoa que só o tira do foco ou a pessoa que o faz caminhar mais rápido para sua própria realização.
É elementar que você tenha confiança nas pessoas ao seu redor. Elas podem te elevar ou te afundar até o fundo do poço.
 E ainda assim quando você atingir a sua própria maneira de filtrar o que lhe é relevante, você ainda terá que tomar escolhas difíceis, e isso o fará alguém que os outros passaram a perguntar sobre determinados assuntos. Você se tornará formador de opinião. E esse processo será ainda mais complicado do que quando você ainda escolhia seu ciclo de influência. É nesse ponto que dentre todas as informações ao seu dispor você terá que tomar suas decisões não apenas por você, mas por todas as outras pessoas que o respeitam. O seu lixo intelectual nunca será extinto, mas você deve reduzi-lo ao máximo para que suas escolhas moldem o futuro de maneira que mais pessoas sintam-se livres dos vícios da sociedade contemporânea de compartilhar tudo o que é irrelevante. Afetando cada vez menos individuos e moldando novos formadores de opiniões que realmente farão do mundo um lugar melhor e mais educado.


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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

18 Quadrinhos Contundentes Para Entender Por que Colocar uma Criança em uma Escola Tradicional é um Desastre PARTE 2

9. A Escola de massas certifica por meio de testes padronizados.

São o equivalente do controle de qualidade nas indústrias.
Notas e exames padronizados não existem na vida e na Natureza.
São uma invenção perversa.
Por que perversa?
Vou citar dois motivos:
  1. Testes padronizados só fazem sentido para certificar a qualidade de produtos produzidos em massa. Eles identificam defeitos em cópias.
  2. No sistema escolar, a nota acaba ficando associada ao valor da pessoa.
Quem tira nota baixa é ‘reprovado’. Punido.
Chamam os pais para conversar. A criança sente-se mal consigo mesma, com vergonha. É recriminada em casa e na escola.
Não tem futuro.
Todo mundo acredita e vira uma profecia auto-realizadora.
Mas não tem como medir o valor de uma pessoa com notas e exames.
(É também na Escola de massas que toma fôlego a ideia bizarra de Meritocracia — que desconsidera retumbantemente as singularidades e as condições particulares de cada pessoa.)
Veja o quadrinho de novo.






10. O Mundo do Trabalho é uma extensão do Mundo da Escola.

Às vezes parece que foi Zeus quem determinou que temos de passar por longos anos de escola e depois o resto da vida em empregos medíocres.
Observar agoniados o tempo escorrendo pelo ralo em meio a tarefas e cobranças sem sentido.
Como se não houvesse alternativa.
Mas não. Basta estudar História.
A estratégia de educar seres humanos por meio de instrução em massa é uma invenção recente. Pela maior parte da história da humanidade, os seres humanos foram educados de outras maneiras.
E, portanto, há alternativas.
A ideia da escola de massas é produzir um amplo contingente de trabalhadores domesticados, sem crítica ou senso político.
Somos necessários para operar as máquinas nas indústrias — ou os computadores nas empresas — sem enchermos muito o saco.





11. Da palmatória à Ritalina.

Como criamos uma sociedade hipócrita?
Silenciando os impulsos naturais e saudáveis de todo ser humano.
Botando-os sentados em silêncio durante longas horas até que se acostumem a aceitar as palavras de uma autoridade externa.
A quem não se enquadra, a palmatória.
Quando a criança não se comporta do jeito que a escola espera, com frequência como protesto saudável a um sistema hostil, refratário a suas necessidades humanas, ela precisa ser silenciada. É intolerável que aponte as contradições do sistema.
A Ritalina é muito mais sofisticada — e brutal — que a palmatória. Funciona como uma mordaça química, da qual a criança não tem como fugir.
Uma traição covarde à confiança que a criança deposita nos adultos.
A medicação atua de dentro para fora, silenciosa e potente. Abafa os protestos e força a criança, quimicamente, a se enquadrar.
Medicar as crianças que não se encaixam atende perfeitamente aos anseios dos pais, professores e médicos (mas sobretudo da indústria farmacêutica).
Ou seja, não foram os pais, os professores ou a sociedade que falharam, por meio de um sistema obtuso e violento — a criança é que tem algum defeito biológico que a leva a se comportar daquele jeito.
Isso se chama ‘culpabilização da vítima’.





12. Como adestrar um cavalo?

A gente ‘quebra’ o ímpeto dele. Elimina o que nele há de selvagem.
É o que a gente também faz para adestrar seres humanos. Transformamos energia e vitalidade em sono, tédio e apatia.
Assim podemos montar neles e conduzi-los para onde quisermos.





13. Linhas, uniformes, grades curriculares.

A arquitetura da Escola Tradicional imita uma penitenciária.
Celas trancadas (salas de aula) e corredores.
Ambiente, rotinas e relações institucionalizadas. Um mundo à parte.
Não é socialização, de verdade. É um simulacro esquelético de socialização.
O recreio equivale ao banho de sol diário dos prisioneiros. Sempre curto demais e barulhento de energia acumulada.
Crianças saudáveis vivem a Escola como uma prisão.
Em nível sutil, é mais grave: a colonização do corpo e da subjetividade por programas disciplinares funciona como uma prisão invisível, que acompanha a pessoa aonde ela for.





14. A terceirização da infância

A gente quer trabalhar mais, para ganhar mais e poder comprar mais, não é?
Tem muuuita coisa legal pra comprar e usar atualmente. Lugares para conhecer, restaurantes, filmes e livros, games. Mídias sociais.
É bom para a empresa e para a economia do país.
Mas o que a gente faz com as crianças? Eles dão trabalho, exigem atenção.
A gente precisa tirar elas do meio.
É só mandar para a escola em tempo integral. Babá. Mais aulas de judô, natação, teatro, inglês, chinês, espanhol e informática. Ou larga na rua. Ou deixa na frente da televisão, de repente jogando o dia inteiro no tablet, celular ou computador.
Para muitas famílias, a escola vira um depósito de crianças. É conveniente.
O problema são as férias e finais de semana, quando os adultos precisam lidar com aqueles pentelhinhos que eles mal conhecem. E não fazem ideia de como tratar.
E as crianças intuem que estão sendo tratadas como estorvos.





15. Em poucas palavras, é isso mesmo, Dinho.

O Mercado precisa de mão de obra barata e consumidores ávidos.
E se alimenta de nossos sonhos e realizações.




“Eu espero que se tornem pessoas independentes, inovadoras e críticas que façam exatamente o que eu mandar!”

16. A Escola de massas não muda.

Ela é uma instituição guardiã do status quo.
Os discursos e as modas mudam.
Para agradar aos clientes.
Mas as práticas seguem rigorosamente as mesmas.
Os alunos respiram hipocrisia e contradições. E passam a achar que é normal.
Depois Alckmin recebe prêmio por gestão da água em São Paulo. Dilma adota o slogan de Pátria Educadora, aí faz um mega corte de verbas e coloca o Cid Gomes na direção do MEC.
E a gente aceita.





É, eu sei, este aqui não é um quadrinho. É só a foto de um livro.
Tudo bem, pausei a contagem.
Agora, para mim, não é um livro qualquer — é um livro que mudou a minha vida.
Isso faz 20 anos, mais ou menos.
Foi o tempo que levei da crítica à instituição-escola até conhecer a desescolarização.
Ler esse cara aí foi como a primeira vez que um míope usa óculos. Comecei a enxergar a educação formal com uma nitidez de perder o fôlego.
Ah, e ele é todo feito com quadrinhos e cartuns.
Como, por exemplo, os últimos dois desta série:



17. A Escola compartimentaliza o saber.

A gente vai de uma disciplina para outra como se fosse uma linha de montagem.
Eu sei, é uma manobra epistemológica que permite a especialização. No conjunto, o avanço do conhecimento é maior.
Mas o preço é alto.
Na formação da criança, a compartimentalização causa uma espécie de esquizofrenia na relação com o mundo. A criança substitui a experiência direta, una, da realidade por fórmulas e representações abstratas, organizadas em disciplinas que, com frequência, mal conversam entre si.




18. A Escola foca apenas em desenvolvimento intelectual.

Conteúdo e memorização.
O resto não dá para medir por meio de provas e exames, então deixa pra lá.
A gente faz de conta que não existe.
A consequência: nos tornamos seres mentais.
Cabeça grande, coração atrofiado.
Nosso intelecto funciona bem, mas somos extremamente desajeitados para lidar com afetos, emoções e relacionamentos, por exemplo.
Somos desajeitados para viver uma vida com sentido e significado.
Sofremos de baixa auto-estima, carência, solidão, excesso de auto-crítica, insegurança, angústia, ansiedade, inibições e oscilações de humor. Pânico e Depressão. Tornamo-nos dependentes de remédio, de sexo, de comida, de elogios, das mídias sociais ou do consumismo vazio.
Como diz Daniel Goleman, no livro Inteligência Emocional, a escola não forma para a vida; a escola só prepara o ser humano para a escola.
Em outras palavras, a gente estuda um cagalhão de coisas que, afinal, serão úteis para…
…fazer a prova.
Depois esquece tudo.
(como aquele cara daquela história grega que ficou condenado pela eternidade a empurrar uma pedra enorme até o topo da montanha e aí ela rolava de volta pra baixo de novo e de novo e de novo)
Esses dias, meses e anos — da infância ao começo da vida adulta — que passamos na escola, infernizados por programas, tarefas e avaliações, nas palavras de Tião Rocha, são como serviço militar obrigatório.
E, o mais grave: depois que passam, não voltam mais.
Um desperdício atroz do que temos de mais precioso.
A vida leve, despreocupada e apaixonante que podia ter sido.
E que não foi.


 fonte: https://medium.com/brasil/18-quadrinhos-contundentes-para-entender-por-que-colocar-uma-crian%C3%A7a-em-uma-escola-tradicional-%C3%A9-um-d66d182c3d77#.9qvwcn93h

 veja também...

 https://medium.com/@andrcamargo/h%C3%A1-algo-de-extraordin%C3%A1rio-acontecendo-no-mundo-e-isso-muda-completamente-o-jogo-na-educa%C3%A7%C3%A3o-2396d8f559a0#.x110n9yqd

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Menina dançando no metrô de Nova York conquista a web



Uma dupla de músicos de rua Coyote AndCrow viram um vídeo gravado por eles durante uma performance dentro do metrô de Nova York bombar absurdamente no Youtube por mostrar uma menina dançando de forma radiante.
Ela dança de forma inspirada e descontraída, atraindo atenção de todos, enquanto passageiros esperavam a chegada do trem. Ao final da canção, a multidão estava sorrindo e aplaudiu muito a desenvoltura da pequena:

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A ciência do comportamento humano

Viver em sociedade e lidar com as pessoas é uma tarefa que pode ser simplesmente excruciante, pois não há como saber o que se passa na cabeça de cada um para evitar situações desnecessárias. Como se isso já não fosse o suficiente, há momentos em que nossas próprias mentes parecem não cooperar e insistem em nos trair em momentos que mais precisamos de confiança, por exemplo.
Não seria genial se pudéssemos driblar esses problemas de alguma forma? Não seria interessante se pudéssemos tirar proveito do comportamento das pessoas ou fazê-las pensar o que você quer que elas pensem de forma indireta? E quanto a você mesmo, não seria legal saber como se programar para uma entrevista de emprego ou uma apresentação para uma platéia? Aqui vão algumas dicas que podem ajudar você a enganar as mentes das pessoas e a sua própria a seu favor.

1. As pessoas são mais abertas àqueles que as olham nos olhos. Então quando você encontrar alguém pela primeira vez, tente descobrir a cor dos seus olhos, enquanto sorri para ela. Isso fará com que o seu olhar fixo torne a pessoa mais receptível às suas investidas, sejam elas quais forem.
2. As pessoas tendem a concordar em fazer determinada coisa pra você, se antes você as propuser a fazer algo mais simples.
3. Se você acha que uma pessoa vai recusar a fazer uma tarefa  que você está prestes a pedi-la para realizar, faça o seguinte: peça primeiro que ela faça alguma coisa que vai dar muito trabalho. Ela muito provavelmente recusará; esse é o momento certo para pedir o que você realmente quer que ela faça. A pessoa vai achar que você a está poupando de algo muito dispendioso quando, na verdade, você está pedindo o que queria desde o início.
4. Se você fizer uma pergunta a alguém e a pessoa responder apenas parcialmente, continue olhando para os olhos dela e ela provavelmente continuará falando
5. Se você sabe que vai passar por uma situação na qual ficará nervoso, como fazer uma prova, é só mascar chiclete. Ao fazer isso, seu cérebro pensa que você está se alimentando e, portanto, não havendo perigo iminente, pois ninguém se alimentaria em uma situação de risco. Dessa forma, a tensão deixará o seu corpo lentamente.
6. Sabe como evitar topar com uma pessoa que está vindo em sua direção na calçada? Olhe firmemente sobre um dos ombros dela ou entre as cabeças das pessoas, quando mais de uma; dessa forma, você mostra com o seu olhar por onde vai seguir e as pessoas farão o caminho oposto para não toparem com você.
7. Quer aprender algo de verdade? Ensine aquilo a alguém. Se você consegue ensinar bem é porque você entende bem.
8. As pessoas tendem a se lembrar mais do que você as fez sentir que daquilo que você falou a elas. Use isso a seu favor.
9. Para uma entrevista de emprego, prepare-se psicologicamente de antemão: finja que você encontrará um amigo que não vê há muito tempo e quer muito encontrar; pense desde vocês dando as mãos, se cumprimentando; pense em todas as coisas que você tem pra falar, visualize todo o momento em sua mente, não tenha pressa. Visualize sua posição corporal também: ombros para trás, mãos sobre o colo, sorriso no rosto (não precisa ser exagerado). Tudo isso soa clichê, mas você estará tomando controle do seu psicológico e se autossugestionando.
  10. Quando você reage com alegria e empolgação ao ver alguém, você induz a pessoa a fazer o mesmo com você. Pode não funcionar da primeira vez, mas acontecerá na próxima.
11. Saia por cima quando uma pessoa fica zangada com você: permaneça em silêncio e ela ficará ainda mais brava; quando a raiva passar, ela ainda se sentirá envergonhada.
12. Sabe aquela história de primeira impressão? Quando você cumprimenta alguém com um aperto de mão firme, mas acolhedor/agradável, você imediatamente ganha um ponto com aquela pessoa. Nada de mão mole, hein!
13. Pessoas possuem uma auto-imagem muito clara delas mesmas e que costumam defender com unhas e dentes. Quer se livrar ou fazer alguém desgostar de você? Ataque sem piedade a auto-imagem daquela pessoa.
14. Quando sair com uma pessoa pela primeira vez, leve-a a um lugar onde o coração dela baterá mais forte – literalmente – como num parque de diversões, num show de música ou até mesmo num filme de terror, se a pessoa quiser, claro. Esses momentos fazem a adrenalina do corpo subir e dar uma sensação boa que será associada mais à sua presença que ao evento em si. É como se a pessoa pensasse “eu gosto dele porque eu me sinto bem ao lado dele”.
15. A chave para a confiança  é presumir que todos já gostam de você e o respeitam.
16. Os efeitos do estresse são muito parecidos com os efeitos físicos da coragem. Então, quando você se sentir estressado, imediatamente imagine – e visualize – que você está se sentindo mais corajoso para enfrentar determinada situação. Veja o problema como um desafio, não com uma ameaça.
17. Quer ficar marcado na mente de alguém que acabou de conhecer? Refira-se a ela pelo nome. As pessoas amam serem tratadas pelo nome e acabam por criar um elo de simpatia por quem as trata assim.





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sexta-feira, 21 de março de 2014

Por que devemos agir eticamente?



“Por que devemos agir moralmente o tempo todo?  Me parece que todos que buscam ser moral ( vou chamar de mudança moral), o alcançam após vários anos lapidando, não? Tem mudanças morais que são simples, mas tem outras que mexem com uma serie de comportamentos arraigados no individuo. Acho que a melhor mudança é quando acontece digamos naturalmente, seja por maturidade de consciência ou seja pq finalmente a pessoa ( ou a sociedade ) resolveu mudar.”

Devemos agir éticamente o tempo todo?
Para tentar responder, li um capítulo do livro “ética Prática” de Peter Singer, que diz respeito a essa pergunta. E bom, a resposta é tão difícil que, em minha opinião, não existe uma resposta certa para essa pergunta. Não existe uma resposta para a pergunta “por que devemos agir eticamente?”. O máximo que podemos encontrar são desculpas para nos satisfazer.
A minha resposta (ou desculpa) a esta pergunta, depois de refletir um bocado, foi a seguinte reflexão:
Por que não devemos fumar? Porque faz mal para a saúde. Mas ainda assim, tem gente que fuma a vida toda e tem uma vida normal. É a maioria? Acho que não. A maioria sai prejudicada pela vida excessiva de nicotina e da dependência e sofrimento psicológico que o cigarro causa.
Talvez com ética o pensamento deve ser mais ou menos nessa linha. Sabemos que socialmente, é melhor ser moral do que imoral. Para uma vida sadia, de bem estar mental, ser moral é sempre melhor, assim como para uma vida com bastante saúde, não fumar, não beber excessivamente, não usar drogas é sempre melhor.
Mas tem gente que fuma um cigarro de maconha por mês… ou um a cada semestre. Isso prejudica a saúde? Não.
Atualmente, o argumento para não se comer carne é um argumento ético cada vez mais forte e convincente, de modo que parece não haver um contra-argumento racional que demonstre que não é imoral comer carne. Assim, a pergunta é: se eu comer carne escondido de todo mundo, uma vez por ano, estarei sendo imoral? Ou se eu for um salva vidas e estiver um dia numa praia sem ninguém e eu avistar uma pessoa se afogando e deixá-la morrer porque ninguém está vendo e porque só faço isso uma vez por ano… Ou se somente em época de carnaval, eu escolher uma menina já bêbada, dar a ela drogas e fazer o que eu quiser com ela e depois largá-la de novo no circuito sozinha… estarei sendo imoral, fazendo esse tipo de coisa somente uma vez por ano?

Vai depender do estrago que cada ação faz para a sua saúde. Por exemplo, fumar um, dois cigarros de maconha a cada dois meses não causa estrago físico grande. Mas beber até cair pode me levar a coma alcoólico ou a morte, mesmo que apenas uma vez por ano. Ou brincar de roleta russa uma vez por ano pode me matar, ou transar sem camisinha com qualquer pessoa uma vez por ano pode prejudicar todo meu futuro.
Sem falar nos hábitos negativos que isso podem me trazer. Eu posso achar que cheirar cocaina uma vez por mês não me faz mal. Mas isso pode me levar a cheirar uma vez por semana, uma vez por dia… e aí… já era. Vício.
O mesmo uma ação imoral. Posso achar que mentir uma vez não faz mal. Ou que comer carne uma vez não faz mal. Ou que comprar roupa em uma loja que utiliza-se de trabalho escravo uma vez não faz mal. Ou que beijar a força ou mesmo violentar uma garota bebada uma vez não faz mal.
Uma coisa é certa: é óbvio que violentar, matar, explorar, causam o mal a outras pessoas. E é óbvio que por isso, intuitivamente a nossa resposta é: é errado realizar tais ações. O problema é que isso não responde a questão “Por que devo agir moralmente?”. Por exemplo, suponha que João seja uma pessoa que não acredita em vida após a morte, não acredite em religiões, e acredite que depois da morte a sua existência cessará. Ele pode, então chegar a conclusão pessoal de que deve apenas sentir prazer e satisfazer suas mais primitivas vontades e isso envolve violentar, explorar e até mesmo matar outros animais. Por qual razão ele deve negar essa busca pelos seus prazeres primitivos em prol do bem estar alheio, de pessoas que ele não se importa?
Volto a meu raciocínio: Será que mentir, violentar, explorar, não faz mal a minha pessoa também? Quais hábitos isso fará nascer em mim? Até onde essa ação imoral é algo que eu tenho controle ou é uma fuga para alguma carência psicológica que pode me levar a vícios? Até onde, essa vontade de João de satisfazer seus desejos mais primitivos não é, na verdade, uma patologia psicológica, uma anomalia, visto que não parece ser o caso na maioria das pessoas?
É óbvio, mais uma vez, que nada justifica matar ou causar o mal a alguém. Mas algum relativista sádico como o João poderá dizer: “Mas eu não me importo com as outras pessoas. Me dê uma razão para que eu deva parar de sentir prazer roubando e explorando as pessoas”. E dar uma razão apenas dizendo que não é certo porque não é certo não é uma boa resposta. Pois ele poderá dizer: “Mas o que é certo pra você não é certo pra mim. O que é certo para a cultura X não é certo para a cultura Y. Portanto…”.
Assim, se meu raciocínio está certo, eu discordo então que devemos evoluir moralmente cada um no seu rítmo. Porque é o mesmo que falar: ninguém precisa de psicólogo para parar de fumar, para curar de fobias ou para curar a depressão. Cada um no seu tempo vai um dia (ou não) parar de fumar, deixar de ser depressivo, etc.

E a gente sabe que esse raciocínio não é correto. Agir moralmente está sempre ligado a felicidade, bem estar mental e espiritual. Ou seja: ligado a saúde não-física, ligado a saúde mental. E não apenas ao bem-estar individual, pessoal, mas também social. Por isso é fundamental seguirmos a nossa intuição e evitar ações que causem o mal ao máximo de seres vivos com conciência à nossa volta (e isso envolve diversos animais não humanos).
Por isso que certas mudanças são duras. Mas como seres humanos normais, sempre desejamos o melhor para nós e para os que a gente ama. E isso exige nossa saúde. Como você poderá cuidar de sua filha se você for um alcoólatra? Um drogado? Um assassino? Não poderá…
Muita gente vive uma vida aparentemente feliz roubando milhões em contratos ilegais, em exploração dos mais fracos, etc. Mas esse é o tipo de vida ideal que você queria para você e para sua família? Esse tipo de pessoa é a exceção… O sujeito que fuma e bebe a vida toda e por sorte nunca teve problemas. E mesmo assim: a vida dele foi sadia? feliz? Em alguns casos, sabemos que a resposta é aparentemente um sim. Mas isso vale para a maioria dos casos? Afinal, sabe-se que drogas como cigarro, alcool, etc, estão sempre ligados à dependencias e carências psicológicas. São fugas. Assim… pode-se supor que agir imoralmente é também algo relacionado a alguma carência, dependencia ou anomalia psicológica.
Então, voltando a sua pergunta:
- devemos ser morais o tempo todo?
Eu acho que devemos ser o máximo possível. Somos humanos e não perfeitos, então vez ou outra posso acabar mentindo, vou acabar magoando alguém propositadamente por puro egoísmo, vou acabar tirando vantagem de alguém por puro egoísmo.
Mas se eu resolver ser moral o máximo possível, vou criar bons hábitos que vão reduzir meus erros morais. E isso vai me dar uma vida boa, sadia, e com um bom reconhecimento social.
O reconhecimento social é algo que inevitavelmente acontece quando se age moralmente. A “energia” que uma pessoa de bem leva a qualquer ambiente é logo reconhecida. E isso pode trazer vantagens sociais. Conseguir uma melhor posição no emprego, ser reconhecido socialmente pelo seu trabalho, dentre outras coisas.
Ou seja: você pode querer ser moral por questões egoístas também. É vantajoso socialmente. Mas… será? As ações morais só serão reconhecidas se forem sinceras. Se fizerem parte do seu hábito natural. E se você não esperar reconhecimento por elas. Assim o reconhecimento social surge.
Portanto, penso que a resposta final é que uma boa razão que temos para buscar agirmos éticamente o máximo possível é uma razão egoista e individual: devemos agir eticamente quase sempre porque buscamos por uma boa saúde física, mental e social. E isso nos traz vantagens e benefícios individuais e sociais.
Obviamente, não devemos nos martirizar por deslizes morais. Não somos perfeitos. Mas deslizes morais significa mentir propositadamente por conta das circunstâncias, de repente comer carne ainda uma vez por semana, etc. Matar, violentar, explorar não são deslizes morais. São ações altamente imorais e devem ser combatidos inclusive com o uso da lei, pois afetam gravemente a vida de outras pessoas.
Pode não ser uma resposta que satisfaça muita gente, mas talvez seja um bom ponto de partida para essa reflexão.
Be Sociable

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

CARISMA - o que é preciso para ser carismático?

Como Ser uma Pessoa Carismática














Você já reparou como algumas pessoas conseguem cativar todos? Não importa qual seja a aparência delas ou quanto dinheiro possuem, essas pessoas podem simplesmente entrar em uma sala e imediatamente ser o centro das atenções. Quando elas saem, as outras pessoas pensam nelas e querem imitá-las. Isso é carisma, uma espécie de magnetismo que inspira confiança e adoração. Como a beleza, sorte e posição social, o carisma pode abrir muitas portas na vida. Ao contrário dessas outras qualidades, qualquer pessoa pode tornar-se mais carismática.














  1. Relaxe. Carisma consiste em canalizar sua energia para outras pessoas. Se você canalizar o estresse e a ansiedade, as pessoas vão ser repelidas. Se você canalizar relaxamento e tranquilidade, as pessoas serão atraídas para a sua calma, e vão querer ser como você. Lembre-se de que muitas pessoas podem estar tão nervosas quanto você, então, respire e relaxe.









  2. Pareça confiante. Carisma não é o mesmo que confiança, mas parecer confiante pode torná-lo(a) mais carismático, pois a sua confiança irá deixar os outros à vontade, além de inspirar fé em suas habilidades. Certifique-se de usar o contato visual adequado para parecer confiante e interessado(a).

    • Melhore a sua postura. Nada transmite mais confiança do que uma boa postura. Fique de pé ou sente-se em linha reta, mas não de forma rígida. Quando você cumprimentar alguém, dê um aperto de mão firme e olhe a outra pessoa nos olhos. (Por favor, não amasse os anéis. Ui!) Mostre linguagem corporal positiva enquanto você estiver falando com alguém ou mesmo quando você estiver apenas à espera. Sente-se de frente para a pessoa ou as pessoas com a(s) qual/quais você estiver falando, descruze as pernas e braços, e mantenha suas mãos longe de seu rosto. Fique à vontade e não incomode ou transmita nervosismo.

    • Ponha-se em uma posição de igualdade. Não importa com quem você esteja falando, trate a todos com igualdade. Se você estiver falando com um potencial empregador, um grupo de doadores ricos, uma criança, um estranho ou com um(a) garoto(a) atraente, por exemplo, não os coloque em um pedestal ou deprecie-os. Seja respeitoso(a) com as outras pessoas, é claro, mas respeite-os como iguais e espere que eles o(a) aceitem como tal.











  3. Desenvolva uma personalidade acolhedora. Se você for esnobe, ninguém vai se sentir na obrigação ouvi-lo(a). Desfrute da companhia de outras pessoas. Aprecie suas diferenças e receba-as em sua vida.

4.




Entre em contato com suas emoções. Pesquisas mostraram que as pessoas que geralmente são carismáticas sentem fortemente as emoções e também são capazes de se relacionar com o que os outros estão sentindo. Ironicamente, em muitas sociedades, a supressão da emoção é considerada desejável. Não tenha medo de sentir raiva, dor, tristeza ou euforia, e não tenha medo de comunicar suas emoções. Também esteja ciente de que há uma diferença entre suprimir suas emoções e controlar como você as expressa. É este controle que é verdadeiramente desejável. Sempre seja sincero(a) - emoções falsas raramente atraem alguém.

5.



Combine sua linguagem corporal com o seu discurso. Talvez a característica que defina as pessoas carismáticas seja a capacidade de usar a linguagem corporal de forma eficaz ao se comunicar. Gesticular é importante, mas os gestos bons não são arbitrários.



    • Veja como outras pessoas gesticulam. Observe como alguns gestos dos oradores parecem falsos ou fora de sincronia com a sua mensagem. Essas pessoas só conseguem a incerteza como resultado. Outros oradores usam a linguagem corporal excepcionalmente bem. Geralmente, esses são os comunicadores mais eficazes e parecem mais confiáveis e competentes. Estas pessoas são, frequentemente, atores de sucesso, líderes religiosos e especialistas. Procure por bons e maus exemplos do uso da linguagem corporal. Preste atenção e aprenda.

    • Pense em seus próprios gestos. Quando você fala, sua linguagem corporal é compatível, ou você fica nervoso, indiferente ou entediado? Se você é apaixonado por algo, os seus gestos comunicam isso ou você fica calmo?

    • Pratique em um espelho. Observe a si mesmo(a) no espelho e faça um discurso ou mesmo finja manter uma conversa. O que os seus olhos estão fazendo? E as mãos? Você parece um político astuto ou uma pessoa carismática? Alguém poderia saber que emoção você está tentando transmitir, mesmo não podendo ouvi-lo? Pratique regularmente e tome nota do que você precisa para melhorar.

    6.






  1. Pense antes de falar. Não encha linguiça em suas comunicações diárias. Tente fazer valer cada palavra e pense sobre como você vai formular a frase antes de abrir a boca. Se você não tiver algo importante a dizer, permaneça em silêncio. Com um esforço contínuo, as palavras certas virão até você mais facilmente. Pode parecer surpreendente, mas limitar a quantidade que você fala vai tornar o que você tem a dizer mais interessante.

7.









  1. Fale com convicção. Como os gestos, a maneira como você diz algo pode ser tão importante quanto o que você diz. Diga algo importante e diga com convicção. Fale em um ritmo descontraído e claramente. A partir desta base, varie o tom, ritmo e volume para enfatizar suas palavras mais importantes e para manter o seu discurso interessante. Grave-se falando e garanta que o seu discurso complemente a sua mensagem.

8.








  1. Trate as pessoas como elas querem ser tratadas. Faça com que cada pessoa que conhece se sinta como se ele ou ela fosse verdadeiramente importante, independentemente da sua primeira impressão ou a reputação da pessoa. Se as pessoas se sentirem bem consigo mesmas, elas serão atraídas para você e terão uma opinião melhor a seu respeito.

    • Ouça ativamente quando os outros falarem. Dê a alguém a sua atenção quando ele ou ela estiver falando com você. Faça contato visual e acene em acordo ou faça breves interjeições, como "sim" ou "Ok", para assegurar à pessoa que você a está ouvindo e está interessado no que ela tem a dizer. Um breve toque no braço pode enfatizar o seu acordo ou empatia com algo que alguém disser e pode fazer a pessoa se sentir conectada a você.

    • Faça as pessoas se sentirem especiais. Aprenda e lembre os nomes das pessoas e dirija-se a elas pelos mesmos. Sorria de verdade quando você cumprimentar alguém. Elogie livremente, mas seja sincero(a) e aceite elogios graciosamente e sem qualquer problema.

    • Imite a linguagem corporal das pessoas com as quais você estiver conversando de modo que você possa se aproximar delas de uma forma não-verbal.

    9.







  2. Olhe as pessoas nos olhos quando você estiver falando com elas. Não olhe para baixo, não olhe ao redor da sala ou por toda parte, mas para elas. Envolva-as com os seus olhos, não apenas com a sua voz.




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