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terça-feira, 24 de setembro de 2024

O que dizem budismo e hinduísmo sobre carma e reencarnação

 


  • Role,materia original:BBC News Mundo

O Buda dizia que certas coisas são impensáveis e impossíveis de serem resolvidas, mesmo que as pessoas tentem refletir muito sobre elas.

"Uma delas é tentar entender a lei do kamma ou karma, outra é especular sobre a origem do universo — se foi criado ou não", explica o monge budista Bhikkhu Nandisena à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

Kamma é o termo em páli, a língua relacionada ao sânscrito pela qual o Buda se expressava. Karma é o termo em sânscrito. O conceito faz parte da descoberta de Buda da "realidade última", uma realidade "inefável", diferente da realidade convencional.

O carma, e também a reencarnação, são conceitos complexos e que variam de acordo com diferentes tradições do budismo e do hinduísmo. A BBC News Mundo buscou explicá-los com a ajuda de dois pesquisadores — mesmo considerando as limitações nesta compreensão, segundo disse o próprio Buda.

No budismo

Siddhartha Gautama, o Buda, nasceu há cerca de 2.500 anos na realeza do que hoje é o Nepal.

Ele deixou uma vida de privilégios e luxo e entrou em um processo de profunda transformação espiritual que durou vários anos.

Estima-se que o budismo tenha hoje mais de 370 milhões de seguidores em todo o mundo, distribuídos em várias escolas — como a Theravada, à qual Nandisena pertence.

O monge explica que, de acordo com o Buda, existem três portas de ação: o corpo, a linguagem e a mente.

"Por meio da linguagem e do corpo, interagimos com os outros e podemos fazer boas ações ou causar danos e sofrimento a outros seres sencientes." 

A da mente é uma porta privada que leva ao corpo e à linguagem.

"É por isso que parte da ética no budismo tem a ver com as portas do corpo e da linguagem, que são as portas, digamos, públicas", diz o monge.

"Cada vez que realizamos uma ação através da porta do corpo, da linguagem ou da mente, geramos o que é chamado de kamma."

Segundo disse o Buda, bilhões de momentos de consciência surgem e cessam em um piscar de olhos.

"Imagine que numa ação verbal ou corporal, que pode durar um determinado período de tempo, estão envolvidos bilhões de momentos de consciência, que são o que, em nosso estado mental, nos impulsiona a realizá-la", diz o estudioso.

"Cada um desses momentos é o que poderíamos chamar de unidade kamma ou unidade kammica e, tecnicamente falando, isso é o kamma."

"Chamamos isso de volições e, de acordo com a descoberta do Buda, cada um desses estados volitivos que acompanham as ações gera uma potencialidade."

Ou seja, cada vez que dizemos, fazemos ou pensamos algo, há uma intenção — e geramos uma potencialidade.

Quando tomamos uma ação, por exemplo de generosidade, compaixão ou algo prejudicial a outros seres, uma potencialidade é produzida.

"Essa potencialidade permanece como tal até que as circunstâncias ou condições sejam satisfeitas para que um resultado seja produzido."

É por isso que os textos falam do kamma "assíncrono", porque o efeito da ação — que pode ser mental ou material — pode ser retardado.

Reconexão

Vela acesa em objeto em formato de flor de lótus

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,No budismo, a cada vez que dizemos, fazemos ou pensamos algo, geramos uma potencialidade

O monge ressalta que existem certas propriedades ou fenômenos materiais que estão na base das consciências que temos.

"Cada um de nós tem seis tipos diferentes de consciência: a consciência do olho, a do ouvido, do nariz, da língua, do tato e da mente. Todas elas dependem de propriedades materiais para surgir."

"De acordo com o budismo, no momento em que o espermatozoide e o óvulo se unem, há uma implantação externa, separada da matéria do pai e da mãe, que é o que chamamos de reconexão."

É nesse momento que surge "o suporte da consciência", de cuja evolução se desenvolvem as diferentes habilidades sensoriais.

Enquanto dava essas explicações, o monge me perguntou: "Você é igual a quando era criança?"

Ele mesmo respondeu: "Se me perguntam, eu digo: não sou o mesmo, mas também não sou outra pessoa. Se não fosse por aquela criança, eu não estaria aqui agora."

Ainda que as propriedades materiais da consciência eventualmente desapareçam, o que é acompanhado pela morte, há uma continuidade da consciência mental.

Nandisena diz que, embora alguns ramos do budismo usem o termo reencarnação, ele não segue esta escolha.

"Tecnicamente, usamos o termo reconexão, que é a tradução direta do páli. Talvez usar renascimento seja um pouco mais compreensível."

"Não usamos o termo reencarnação porque literalmente não há nada que aconteça de um momento para o outro. Há uma continuidade, mas não uma identidade. Não há nada da consciência anterior que seja transmitido como uma essência para a próxima consciência."

O monge resume que, "quando falamos sobre reconexão, estamos falando sobre o efeito de kamma".

Budas lado a lado
Legenda da foto,Representações de Budas em Mianmar

Mas muitas pessoas falam coloquialmente do carma ao se referir a uma consequência em suas vidas.

"Na verdade, carma é literalmente a ação; a relação entre essa ação e seu resultado é o que se chama de lei do kamma ou karma."

"Podemos entender a lei do kamma do ponto de vista da responsabilidade nas nossas ações, a parte ativa: ou seja, quando alguém faz algo errado, é responsável por causar dano a outro ser."

"Essa parte da lei do kamma em relação à causa não é tão difícil de entender; o que é difícil de entender é a relação entre causa e efeito."

"Quando algo acontece a alguém, como estabelecer uma ligação entre o efeito e a causa? Isso é impossível, mas mesmo assim, o Buda diz que, uma vez que somos donos das ações, também somos donos do que nos acontece."

"Essa é a parte mais difícil de aceitar da lei do kamma. De acordo com os ensinamentos de Buda, isso é chamado de o Entendimento Correto."

Fio de divisão gráfica

No hinduísmo

Doutor em filologia sânscrita pela Universidade Hindu Banaras (Índia), Óscar Pujol explica que, nas principais correntes da filosofia e do pensamento indiano antigo, "há um consenso absoluto sobre a existência da reencarnação e do carma".

"É engraçado como na Índia antiga isso era tão óbvio que quase não precisava de qualquer prova", explica o autor.

Hoje, estima-se que mais de 900 milhões de pessoas seguem o hinduísmo no mundo. Esta é a religião majoritária na Índia e no Nepal.

Centenas de pessoas em ponte e na margem do rio

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Peregrinação no rio Ganges, Índia

Diferente de muitas outras religiões, o hinduísmo não tem um único fundador, nenhuma escritura e tampouco um conjunto de ensinamentos comumente aceitos.

Trata-se de uma das religiões mais antigas do mundo. Seus elementos datam de muitos milhares de anos. Mas alguns estudiosos preferem referir-se ao hinduísmo como "um modo de vida" ou "uma família de religiões", em vez de uma única religião.

Uma lei básica

Pujol explica que o carma, na perspectiva hindu, é uma espécie de lei "própria do mundo material".

"Muitas pessoas já disseram: é como o conceito de gravidade na física."

"O carma é algo tão simples quanto a lei de causa e efeito: existe uma causa, ela produz um efeito que, por sua vez, se torna a causa de outro efeito."

E essa cadeia contínua de causas e efeitos é o que constitui "a existência do universo e do ser humano". Há nisto também uma dimensão moral, porque implica que toda ação humana "terá uma consequência".

"Portanto, uma ação positiva terá um resultado positivo e uma ação negativa terá um resultado negativo. É simples assim."

Pujol explica que o conceito de karma está relacionado à ideia de que o ser humano tem três corpos. Esta divisão também é fundamental para entender a reencarnação.

"Mas vou me concentrar apenas em dois deles: um (corpo) que todos nós vemos, o material; e um corpo sutil."

Seguindo a escola Vedanta, o corpo sutil tem 17 partes: os 5 sentidos da percepção; as 5 capacidades de ação (relacionadas ao movimento); os 5 ares vitais (aqueles que fazem a circulação e a respiração funcionarem); a mente e o intelecto.

O corpo sutil é "de certa forma uma espécie de alma", diz Pujol, embora ele esclareça que não é todo o corpo sutil que reencarna, mas apenas uma parte.

"Esta parte do corpo sutil, que reencarnou com a morte, é que se torna o que os atos bons ou maus determinarem."

"Quando a parte física morre, então os sentidos são retirados da mente, os ares vitais são retirados, até que apenas a parte do corpo sutil que vai reencarnar permaneça."

Livro aberto

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Livro hindu escrito em sânscrito

O intelecto, junto com o reservatório cármico, a citta, é o que migrará para outro corpo.

"A citta é como a parte em que ficam gravadas todas as ações que realizamos na vida. É como o disco rígido, tudo fica armazenado lá".

Nesse processo, também fica a parte da mente entendida como um processador de dados que nos permite conhecer e perceber o mundo.

"A impressão latente é o que se produz na mente quando temos uma percepção, e é a matéria-prima da memória. Por isso, nossa mente é composta por um número infinito de impressões latentes, que podem ser modificadas de acordo com a experiência."

Essas impressões "são o que, em última análise, determinam a reencarnação: se o karma é bom, elas têm carga positiva e, se for mau, têm carga negativa".

Já o "sentido do eu" não reencarna.

"É por isso que na nova vida não sabemos quem éramos antes. Perdemos nosso senso do antigo eu."

O autor esclarece que tanto o carma bom quanto o mau devem ser "abandonados", pois "estamos acorrentados ao bem e ao mal".

"Tanto as boas quanto as más ações nos prendem e, para nos libertarmos, temos que superar tanto o bom quanto o mau karma por meio do karma yoga", diz, referindo-se à prática hindu que envolve servir aos outros abnegadamente.

Reencarnações

Mulher de costas prestes a entrar em templo

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Templo Hoysaleswara, na Índia

Embora haja muitos debates, explica Pujol, "normalmente admite-se que pode haver reencarnação em qualquer tipo de ser, não necessariamente humano". E o ciclo é "infinito".

Por se tratar de uma lei tão inequívoca, "a grande obsessão da literatura sânscrita do pensamento antigo é justamente como se livrar do karma".

"É algo possível, mas muito difícil porque vivemos prisioneiros da ignorância. Superar essa ignorância essencial é muito complicado", explica.

"O karma é o destino. No sentido profundamente moral, ele diz que você domina o que acontecerá com você no futuro se agir de acordo agora."

Pujol pondera que, embora sob alguns pontos de vista o carma possa parecer "um pouco cruel", considerando todo o mal que há no mundo, ele tem um aspecto "profundamente ético e libertador".

"Somos donos do nosso destino", diz o estudioso do hinduísmo.

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Uma questão de sobrevivência - uma fábula moderna e alarmante


Uma excelente texto sobre a visita do mestre Hipócrates a nosso tempo atual, e seu diagnóstico preocupante sobre como estamos engessados na atual conjectura urbana e precária.

o texto é uma passagem do livro - Lugar de médico é na cozinha do Dr. Alberto Peribanez

Hipócrates no Rio de Janeiro
Em pleno século XXI, apareceu no Rio de Janeiro, vindo por um túnel do tempo, Hipócrates, o eminente médico da Grécia antiga, que viveu e atuou por volta de 400 a.C. e é considerado o pai da medicina ocidental. Representantes da classe médica levaram-no, cheios de orgulho, para conhecer os sofisticados equipamentos diagnósticos, os modernos centros cirúrgicos, as UTIs e unidades
coronarianas disponíveis para uma parcela empregada da população com acesso a planos de saúde. Mostraram-lhe os modernos centros de pesquisa, nos quais novas drogas e vacinas são descobertas usando tecnologia de ponta.
Ao passear de automóvel pela cidade, o velho mestre percebeu enormes engarrafamentos com emissão de poluentes atmosféricos e pessoas apinhadas em ônibus. Pela janela, viu rios e praias poluídos, casas e edifícios sendo construídos a custo do resto de natureza que ainda resiste, lixo e esgoto jogados nos cursos d'água e lagoas. Pediu que o conduzissem ao centro da cidade e, ao descer do carro, caminhou entre centenas de pessoas observando seu flagrante estado de tensão. Pediu acesso a hospitais públicos e viu, consternado, que a maior parte da população sofre em filas de hospitais completamente sucateados, aguardando por um atendimento curto e superficial. Pediu que o levassem a um local em que pudesse comprar alimentos. Perplexo, passeou por entre as prateleiras de um supermercado observando atentamente as embalagens contendo alimentos inanimados, enlatados, embutidos, e verduras e frutas que pareciam ser de borracha. Parou para ver
pessoas empanturrando-se em lanchonetes, com toda espécie de guloseimas fritas, refrigerantes e doces artificiais.
Solicitou, então, um tradutor e pediu um encontro científico. O Maracanãzinho, lotado de médicos, ficou pequeno para receber o ilustre médico grego. Os apresentadores mostraram os índices de saúde de nosso país: mortalidade infantil por doenças infecciosas, cardiovasculares, pulmonares e câncer, entre outras.
Descreveram o surgimento de novas síndromes neurológicas e genéticas, os acidentes de trânsito e o consumo de drogas entre os jovens. Apresentaram todas as novas abordagens cirúrgicas e medicamentosas. Representantes de planos de saúde – que patrocinaram o evento – apresentaram estatísticas de cobertura de
assistência médica para indivíduos e empresas, traslado de pacientes e acesso a novos equipamentos.
Ao final de todas as palestras, uma enorme expectativa se formou. Um foco de luz iluminava a cabeça branca do grande mestre, que pediu a palavra, deu um peteleco no microfone e perguntou, em bom grego:
“Eu gostaria de saber se algum dos colegas presentes neste grande anfiteatro foi capaz de ler Ares, águas e lugares, um dos livros mais significativos do extenso tratado Corpus Hippocraticum, que escrevi com colaboradores há 2.400 anos. ”
Silêncio sepulcral. Ouvia-se um zunzunzum desconfortável. O mestre seguiu com a palavra:
“Esse livro resume a antítese de tudo o que pude ver em seu mundo moderno. Representa o que hoje vocês chamam de 'ecologia humana'. Nele mostramos em detalhes como o bem-estar dos indivíduos é profundamente influenciado por fatores ambientais –a qualidade do ar, da água e dos alimentos, a topografia da terra e os hábitos gerais de vida. Enfatizamos a correlação entre mudanças nesses fatores e o aparecimento de doenças. Vocês têm números assustadores de doenças e ainda surgem novas enfermidades. Não percebem a relação disso com a degradação ambiental e o uso de alimentos sem vitalidade? Eu sugeriria que os 'planos de saúde' passassem a chamar-se 'planos de doença', denominação mais
adequada. Em 2.400 anos, a promoção da saúde ainda engatinha. Conclamo a classe médica aqui presente a uma nova revolução científica: a da prevenção consciente das doenças pelo restabelecimento das conexões do homem com a natureza, para que possam surgir os verdadeiros 'planos de saúde'. ” O silêncio respeitoso deu lugar a aplausos ensurdecedores. Deixando o imenso
palco sob ovação, o velho mestre, já um pouco transparente, pediu que “o levassem à acrópole ” (o ponto mais alto da cidade). No Corcovado, viveu seu último minuto nos tempos atuais. Hipócrates contemplou a cidade maravilhosa, fitou a gigantesca imagem do Cristo e desapareceu na névoa sem deixar vestígios.
A alegoria com o querido mestre grego nos introduz a novos ramos da medicina moderna, tão científicos como a microbiologia, a imunologia, a fisiologia, a bioquímica e a genética, até mesmo por integrar todos esses ramos do conhecimento, entre si e com o meio ambiente: a probiótica, que significa a favor da vida, e a nutracêutica, que envolve o tratamento e a cura de doenças
pelos alimentos. 

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O dia em que mestre Shiva me abraçou



Cada um de nós tem sua própria trajetoria espiritual. Passamos por diversas fases em nossas vidas, e amadurecemos. Quando a vida nos desafia, é quando mais crescemos e evoluimos espiritualmente. Compartinho com vocês hoje uma bela estória que vivi no mundo metafísico e que hoje me deu novo fôlego para buscar a cada dia mais meu próprio caminho de luz.

Confesso a vocês que tive dificuldade de interpretar os sinais que me foram sendo contemplados de formas sutis pelos espiritos elevados, mas como todo bom aprendiz, me alcei no campo dos estudos para tentar entender o que me era dado. De inicio recebi sinais em formas de números que eram sempre os mesmos, 39 e 6. Para se ter uma ideia, meu r.g, meu número de cadastro trabalho, minha carteira de motorista, seção eleitoral, e outros documentos e contas minhas, sempre tem esses mesmos números. Coincidência? Poderia ser? no mesmo ponto em minha vida que eu começava a trilhar o caminho espiritual? 
Sim uma grande coincidência! assim eu pensava, até eu começar a entender melhor que Deus é um grande matemático e que desde o inicio dos tempos a vida se fez em processos matemáticos, e os números que me rodeavam, nada mais eram que um lembrete da minha iniciação no mundo extrafísico...



e deste ponto em diante não haveria retorno. Do momento que você entende que tudo no universo está interligado, fica mais fácil a evolução espiritual. Comecei a ficar mais antenado aos sinais que me vinham sendo creditados, e uma nova peça do quebra cabeça logo chegou. Como? em forma de arte; Lá estava eu deixando os mestres superiores me guiarem, e quando tive a ideia de fazer uma tatuagem foi quando certamente eles viram a oportunidade de me mostrarem a o significado dos tais números. Pois quando fiz os rabiscos no papel sobre o que viria a ser a minha primeira tatuagem ( foram varios desenhos), lá de maneira aleatória eu havia desenhado, o simbolo do Om, um dragão, um tridente, uma pirâmide e alguns outros traços um tanto abstratos, mas o importante era que tudo aquilo tinha saído do meu subquonciente, e até então eu não sabia que a junção daqueles simbolos significava. Dormi. No dia seguinte, também de maneira natural, abri meus emails e fiquei curioso com um video na minha timeline no youtube, e o video era esse...



e veja bem nesse ponto em minha vida eu já tenho um grau de sabedoria adquirida em muitos campos, viajei, amei, curti, sonhei, descobri, me decepcionei, lutei perdi, ganhei e ainda assim estava em um momento de certa inquietude de não conseguir interpretar o meu propósito em terra, sobre relacionamentos, trabalho, família, e tudo mais, mas quando se está buscando a iluminação ela nunca vêm de maneira que você tem total controle, e no meu caso, achei nesse video mais uma peça do quebra cabeça. A revelação que tive no video era que os simbolos da tatuagem que pretendo fazer é nada mais nada menos que a representação de Lorde Shiva e que existe sim seres que nós regem e protegem enquanto estamos aqui evoluindo como seres humanos e que tudo que aprendemos não é nada perante a complexidade do cosmo infinito que nos governa. 



Shiva, meu mentor, aquele que vinha conversando comigo pelo meu subquonciente a muito tempo, ele me libertou e me tomou em seus braços. Ahh e os tais números representam a minha libertação da matéria, eles são os números que de certa forma representam a 4 dimensão. e olha que curioso, o tal 39 é o que mais se asemelha ao simbolo do om. 
coincidência? Eu não teria tanta certeza.

Devo dizer também que nesse processo Shiva veio se apresentar para mim de varias formas físicas, mas como foram experiências muito pessoais prefiro guardar para uma próxima vez.

Namastê, Lucas


aqui um texto do amigo Wagner Borges sobre o doador da consciência cósmica...

Foi nas ondas de luz de Maha-Deva que eu me reerqui...
Os seus emissários espirituais me disseram:
"Chega de sofrer e charfurdar na lama do seu ego!
O senhor Shiva quer vê-lo, pois é hora de voltar para a Casa das Estrelas."
Então eu sai de mim mesmo... E espanei para longe as cinzas do meu orgulho.
Por minha arrogância, fui zumbi por muito tempo, dentro de mim mesmo.
Até o momento em que Ele pousou o seu olhar diretamente mem meus olhos.
Ele viu tudo dentro de mim... Todas as coisas horrendas que eu acalentei.
Envergonhado, chorei. Ele me cobriu de estrelas e me tratou com ternura.
Diante do Divino Transformador, as peles do meu ego descamaram...
Em nenhum momento ele me julgou. Ele me fez ver a verdade, mas com respeito
Ele não queis saber se eu era devoto de nada e nem se eu acreditava nele.
Ele encheu os meus chacras de luz curativa e me fez voar espiritualmente...
Ele me valorizou, me deu novas chances de aprendizado e me amou.
Ele dançou sobre as cinzas dos meus despojos emocionais e me fez ver estrelas.
Ele fez o meu coração virar sol! E me fez escutar a música das esferas.
Quando eu vi o tempo que tinha desperdiçado antes, chorei muito.
Perdi muita energia com querelas e coisas que não valiam a pena.
Mas, Ele me disse:"O seu passado foi cremado na fogueira do discernimento.
Agora você sabe o que fazer...Entre no seu coração e ache seu caminho real.
Jamais permita que a arrogância novamente tolde o seu raciocínio.
Incinere o seu antigo eu no fogo real da sabedoria e vença a si mesmo.
De agora em diante, luz na jornada, com trabalho digo e alegria verdadeira.
Vá, meu filho, e não se detenha mais até alcançar a meta, na consciência cósmica.
Estudo correto. Trabalho enobrecedor. AMOR. E força na senda espiritual...
Realize tudo em si mesmo. Sempre faça o bem sem olhar a quem!"
Foi assim que eu sai da lama de mim mesmo. E voltei a viver com dignidade.
Foi no amor dele que eu voltei a viver. Hoje eu declaro isso com gratidão.
E quando me lembro do olhar dele, eu só vejo estrelas a minha frente...
Ele, o Senhor Shiva, o Divino Transmutador, que me amou como um filho...
COm gratidão, hoje eu canto, "Om Namah Shivaya"
As cinzas do meu eu antigo foram varridas pelas ondas dele. Só ficou a luz.
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Envelhencendo bem, muito bem! com Bruna Lombardi






 Se pensa que vou falar de como Bruna Lombardi permanece bela e arrancando suspiros, acertou, mas primeiro falarei da beleza que vem de dentro para fora. Em entrevista fornecida a revista ecológico, Bruna se mostra antenada e atualizada, com a importância de se atentar para a preservação do meio ambiente. A matéria foi feita no ano passado, porém é tão relevante que mereceu seu lugar aqui no baú. Boa leitura!
 
Talentosa. Inteligente. Engajada. Como se não bastasse, uma das mulheres mais lindas do Brasil e totalmente de bem com a vida. Atriz, escritora, roteirista e produtora, a cidadã Bruna Lombardi surpreende também pela veemência com que defende a causa ambiental. Há alguns meses, reapareceu na TV falando sobre economia de água e, em um vídeo postado em sua página no Facebook, mostrou-se sensível à preocupante crise de abastecimento em São Paulo.
Na filmagem caseira e em linguagem simples (confira abaixo), a estrela que eternizou Diadorim, do mestre Guimarães Rosa, “ensina” a tomar banho, com direito a lavar os longos cabelos, gastando o mínimo de água e em exatos cinco minutos. Pronto. Bastou o primeiro clique para o vídeo se tornar viral e registrar nada menos que 10 milhões de visualizações.
Diretamente de Los Angeles (EUA), Bruna concedeu entrevista exclusiva à Revista Ecológico. Otimista e amorosa, ela declarou sua paixão por Minas e sentenciou: “A água é o maior tesouro do milênio. Fico feliz em poder fazer a minha parte. Quero usar meu nome e meu trabalho para continuar envolvida em ações ambientais e ampliar a transformação por um mundo melhor”.
 Confira:
Este é o primeiro vídeo com foco em uma questão ambiental que você cria e compartilha com o público? Como surgiu a ideia?
Como a situação da água em São Paulo hoje é emergencial pensei: “O que eu poderia fazer para ajudar?”. Às vezes, a gente paralisa. A questão é tão séria, que nos achamos impotentes e não conseguimos fazer nada. Mas, se cada um fizer um pouquinho, faremos a diferença. Foi aí que surgiu a ideia de fazer um vídeo caseiro. Queria estimular as pessoas a compreenderem que uma pequena ação, dentro de casa, pode fazer uma enorme diferença. E então nasceu a frase: “De gota em gota, a gente faz a diferença!”
Você é uma formadora de opinião. Tem uma legião de fãs inclusive nas redes sociais. Pretende usar essa sua “audiência” para abordar outros temas ligados à conservação ambiental?
Para mim, água é um tema fundamental, porque é o maior tesouro do milênio. Falo dela no nosso filme “Amor em Sampa”, que vai estrear em breve, e no vídeo postado na minha página no Facebook (www.facebook.com/brunalombardioficial) para conscientizar as pessoas sobre o uso consciente desse recurso natural. Para minha surpresa, o vídeo tornou-se viral e teve mais de 10 milhões de visualizações. Há anos, tenho sido uma ativista em tudo o que acredito e trabalho constantemente para defender e transformar a maneira como lidamos com a natureza e os seus recursos.
Como você tem atuado? Em que acredita?
Precisamos repensar uma mudança de estilo de vida que permita despoluir o nosso ar, desenvolver o uso da energia limpa, fazer uso sustentável das florestas, plantar árvores, proteger os animais, ter alimentos livres de agrotóxicos e muitas outras questões. Educação ambiental tem que estar nas escolas. Fico feliz em poder fazer a minha parte. Quero usar meu nome e meu trabalho para continuar envolvida em ações como essas e ampliar a transformação por um mundo melhor.
Quando se fala em meio ambiente, considerando o Brasil e o mundo, o que mais lhe preocupa ou primeiro lhe vem à mente?
Estamos tratando recursos naturais finitos como se fossem infinitos. Dizimando fauna e flora e acabando com os rios. Essa responsabilidade com o planeta é de todos. As mudanças climáticas, o aumento drástico das temperaturas, as grandes enchentes e as secas terríveis são consequências. Mas ainda dá tempo de reverter essa situação, mudando tanto o comportamento individual quanto a vontade política – que deve se voltar para essa situação emergencial.
Além do banho consciente, você adota outros hábitos sustentáveis em sua rotina?
Há décadas me preocupo com a economia de energia elétrica, a reciclagem de lixo, o consumo de alimentos orgânicos, muito antes de esses temas terem tanto espaço na mídia. A minha casa tem vários recursos de reaproveitamento de água, energia solar e de reciclagem de lixo. Tenho também uma pequena horta, mas a gente trabalha para que haja cada vez mais hortas orgânicas comunitárias…
No seu aniversário, em agosto, você visitou crianças no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Foi uma ação pontual ou você sempre faz isso?
Faço isso há muitos anos. Inclusive, sou madrinha da Amigo H, associação do Hospital Albert Einstein. Abraço várias causas em que posso ajudar as pessoas a serem mais felizes. Assim como cuidar de animais abandonados, procurar abrigos e incentivar a adoção. O que a gente quer é dar mais alegria a todos. Na minha página no Face e em toda a minha comunicação com a mídia, a mensagem é: melhorar a vida das pessoas e do planeta. Luto por um mundo mais verde, pelo fim da violência contra mulheres e por uma sociedade de paz e harmonia. Queremos mais qualidade de vida para o cotidiano das pessoas. Saúde física, emocional e espiritual. Atingimos o equilíbrio quando conseguimos equalizar todos os canais de percepção do corpo.
Em recente entrevista à TV você disse: “Sou uma pessoa sensitiva, que acredita na capacidade de despertar o melhor nos outros”. Como cultivar essa virtude em tempos de tanta correria e carência de gentilezas?
Fazendo um trabalho que seja generoso e alcance as pessoas. Não podemos olhar apenas para o próprio umbigo, precisamos ter uma visão do todo. Pensar no outro e na coletividade é trabalhar por um mundo melhor. Ser gentil beneficia todos. Precisamos estar abertos aos novos conhecimentos, olhar para a vida como uma grande escola. Estamos todos aprendendo o tempo inteiro. É preciso eliminar o egoísmo, distribuir e compartilhar os saberes. Assim, teremos um mundo melhor e mais feliz.
O tema do Prêmio Hugo Werneck 2014, promovido pela Revista Ecológico, foi a preservação do Cerrado e das veredas retratadas por Guimarães Rosa. Nos anos 1980, você eternizou Diadorim, personagem de “Grande Sertão: Veredas”. Como foi o “mergulho” em Minas durante as filmagens? Que lembranças você guarda?
Minas é um dos lugares mais importantes da minha vida. Eu me considero mineira por adoção, tenho muitos amigos queridos aí. Sem dúvida, é um dos lugares mais bonitos do mundo. Foi em Minas que tudo começou quando interpretei Diadorim, uma das personagens mais importantes da literatura brasileira. Esse papel mudou a minha vida. Durante três meses, tive de treinar muito. Fiz aulas de tiro, de faca e aprendi a domar cavalo selvagem, além de atividades físicas pesadas para um forte preparo físico. Nessa viagem, registrei minha transformação e metamorfose para me tornar Diadorim. Esse relato deu origem ao meu livro: “Diário do Grande Sertão”, escrito para não enlouquecer e conseguir me orientar nessa nova identidade.

Você nasceu no Rio de Janeiro e há anos divide seu tempo entre Los Angeles e São Paulo. Que paisagem ou destino considera a cara do Brasil?
O Brasil inteiro é muito especial para mim. É um dos países com o maior potencial turístico do mundo, graças à sua diversidade cultural e belezas naturais. Tenho o maior orgulho de ser brasileira, adoro o meu país. Temos uma diversidade de gente, de comida, de cultura, de paisagem... De norte a sul, temos vários “Brasis”.
Beleza: você é um ícone nacional. Considerando a diversidade brasileira, os padrões ditados pela moda, o culto à magreza... O que é beleza para você?
Vejo beleza em tudo e em todos, respeito a diversidade. Na minha página do Face estimulo o amor e que todos gostem de si como são, com os mais diferentes padrões. Precisamos sempre buscar o equilíbrio espiritual. E isso faz com que a beleza física não seja primordial. Precisamos estar bem de corpo e alma. Claro que devemos cuidar do corpo. É ele que carrega a nossa alma. Saúde é fundamental, mas quando a gente se gosta, consegue ver beleza em tudo. Mais uma vez, o segredo é alcançar o equilíbrio emocional, mental, físico e espiritual.
Que valores considera importantes cultivar no convívio com a família e os amigos?
O amor, acima de tudo. Sempre! Eu sou daquelas que se pergunta o que fiz para merecer tanto amor e sou profundamente agradecida pela família que tenho. A gente divide e mistura o trabalho em tudo o que faz: arte e vida, criação e diversão, compromisso e responsabilidades. Buscamos a excelência em tudo, em fazer um trabalho generoso, que toque as pessoas, mexa com as emoções e faça bem a todos.
É otimista em relação ao futuro da natureza? Acredita que a humanidade corrigirá a sua trajetória, adotando novos hábitos em favor da conservação do planeta?
O Brasil é um país abençoado com todos os recursos naturais. Há uma enorme esperança. Que futuro a gente quer? O problema econômico, social e ambiental não vem da falta de recursos, mas sim das escolhas e da má distribuição. O que virá depende de nossas escolhas agora. O Brasil pode ser o maior exemplo de energia limpa do século XXI e fazer da biotecnologia o seu grande trunfo.
Quer deixar um recado para os nossos leitores?
Quero que entrem nas minhas redes sociais. No Face, no Instagram (lombardibruna), no Twitter (lombardibruna) e no YouTube (Brunalombardi). Lá eu converso com os fãs sobre as coisas em que acredito, troco ideias, mostro meus vídeos e fotos. É uma grande troca amorosa. As pessoas se sentem mais felizes na página.

Quem é ela:
Apaixonada por bichos, a leonina Bruna Lombardi cria, em São Paulo, Amora, Tango e Tom, três vira-latas pegos por ela na rua. Na casa em Trancoso, na Bahia, há outros oito cachorros e quatro gatos. Todos adotados. Sempre que pode ela faz campanhas contra maus-tratos e abandono de animais. É “pisco-vegetariana” e bebe muita água. Álcool, só socialmente. E não fuma. Mas, acima de tudo, procura ser coerente com os seus valores de vida. É casada com o ator e diretor Carlos Alberto Riccelli e tem um filho.

Bruna nas redes sociais:
“Vamos cuidar dos nossos rios. Água não se fabrica.”
“Gente, como estamos vendo nas notícias, o Sistema Cantareira está em alerta. Ele abastece toda a Grande São Paulo e é um dos maiores sistemas de abastecimento de água do mundo. A situação é a mais crítica da história! Essa também é uma luta nossa! Vamos preservar a natureza, cuidar dos nossos rios, economizar a água que usamos em nosso dia a dia. São pequenas ações que fazem a diferença, pequenos atos de economia. Assim, poderemos reverter esse quadro e voltar a ver a Cantareira linda e cheia de vida!”
“A situação em São Paulo está cada vez mais difícil. Já falta água em muitos bairros. Precisamos mais do que nunca nos conscientizar e economizar água. Pense em todas as pequenas coisas que você pode fazer no dia a dia. De gota em gota, a gente faz a diferença!”
“Olhem para o céu com essa lua cheia linda que está nascendo agora! Você não está aqui por acaso. Vamos juntar nossos pensamentos positivos e pedir o melhor do universo para todos.”
“Crie os seus filhos com amor e valores legais. Ensine-os a amar os bichos e a natureza. Assim, você já está contribuindo para um mundo melhor.”
“A natureza é generosa e está repleta de coisas lindas que nos fazem bem. Você já reparou nas árvores do seu bairro?”

fonte:  http://www.revistaecologico.com.br/
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