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segunda-feira, 18 de julho de 2016

7 dicas fundamentais para empreender no Brasil




Se você está buscando o desafio de transformar seu sonho em negócio, confira esta lista com dicas para empreender no Brasil.


Empreender e inovar não é fácil, pois requer foco, disciplina e muita dedicação. Está em encontrar um propósito que te faz acordar todo dia de manhã, sonhar muito grande e buscar pessoas que tenham paixão por gerar impacto, mas muitos são os desafios do empreendedor brasileiro!

Compartilho abaixo 7 dicas para empreender no Brasil que considero fundamentais:

1) Encontre um sócio que te complemente

Existem 3 atividades fundamentais na vida do empreendedor: vender, entregar o produto, cuidar das finanças. Nenhum ser humano no mundo é capaz de fazer bem as 3 coisas!

Você precisa encontrar um sócio que te complemente!

2) Feito é melhor do que perfeito

Não perca tempo com planejamentos longos. Devore os livros das metodologias de modelagem rápida como Lean Startup, Customer Development, Canvas, Lean Canvas, Value Proposition Design, Design Thinking. Construa protótipos e produtos mínimos viáveis (MVP) que possam te ajudar a validar as hipóteses.

Saia do prédio, vá para a rua, coloque a mão na massa e repita o processo até que o negócio comece a ganhar tração. Se tiver que pivotar, pivote. Se tiver que falhar, falhe rápido e toque o barco. Se você não cometer erros, é porque está indo devagar demais.

3) Fale sua ideia para 2 pessoas: “Deus e o mundo!”

Esqueça o mito de que “alguém irá roubar sua ideia”. Quanto mais você falar da sua ideia, mais vai ser bombardeado, mais vai enxergar os pontos fracos e mais irá aproveitar os feedbacks para melhorar seu produto e o modelo de negócio.

Eventualmente você será copiado por alguém, mas isso será um sinal de sucesso, pois você estará 1.000 feedbacks à frente do seu copycat.

Pratique religiosamente seu pitch até tê-lo na ponta da língua. Treine em frente ao espelho, com amigos e familiares. Explique seu negócio para seu primo de 8 anos de idade, pois se ele entender, qualquer um conseguirá. Isso irá te ajudar a aproveitar as oportunidades que surgirão.

4) Validou sua ideia? Agora, gaste sola de sapato

Vá a todos os eventos, encontros, congressos, feiras, adicione e seja adicionado por todos no Linkedin, tente chegar no tomador de decisão. Seu objetivo agora é conseguir o máximo de clientes e validar o modelo operacional.

Sua meta nesta fase é ter um problema que todo empreendedor gostaria de ter: “vender tanto e não saber como entregar”.

5) Procurando investidores, aceleradoras ou incubadoras? O menos importante é o dinheiro!

Quando você for procurar um investidor (anjo, seed money, venture capital…), uma aceleradora ou uma incubadora pense se eles agregarão mentoria, networking e sinergia.

E, principalmente, se você se identifica com as pessoas que estão sentadas do outro lado da mesa, pois em breve estarão sentadas do mesmo lado que você.

Por fim, virão os aspectos econômicos do deal.

6) Construa uma cultura organizacional

Você seguiu o checklist: identificou um problema claro de um mercado grande, criou uma proposta de valor diferenciada a partir de um produto inovador, bolou um modelo de negócios escalável, modelo operacional rodando, clientes sendo conquistados e retidos, processos melhorando continuamente, equipe contratada e se desenvolvendo…

O próximo passo é crescer de forma acelerada, porém sustentável, protegendo-se dos copycats, que não tardarão a chegar. E qual é o segredo para isso?

Construir uma empresa baseada em valores, contratar pessoas melhores do que você e perseguir diariamente um propósito e um sonho grande.

Você será copiado em preço, produto, posicionamento, modelo de negócios etc, mas sua cultura organizacional JAMAIS será copiada!

7) Acredite, acredite, acredite, persista, não desista

Você está empreendendo no Brasil. Não vou te enganar. Durante seu caminho, você irá encontrar desafios como: pesada carga tributária, burocracia, pouco acesso a crédito, antiquada legislação trabalhista, concorrência desleal, gargalos de infraestrutura, falta de profissionais qualificados, pouca educação empreendedora.

Apesar disto, não há motivo para pessimismo, temos que acreditar no Brasil e sonhar em construir um país de empreendedores, que são agentes efetivos de mudança em nossa sociedade!

Lembre-se que “mais importantes do que suas qualidades ou habilidades, o que determina realmente QUEM VOCÊ É são as suas ESCOLHAS!”.


 Leia mais em Endeavor  https://endeavor.org.br/7-dicas-empreender-brasil/

Se você está buscando o desafio de transformar seu sonho em negócio, confira esta lista com dicas para empreender no Brasil.

Acredito que eu sou um produto do Ecossistema Empreendedor Brasileiro. Fui aluno das disciplinas do Programa de Empreendorismo da universidade, presidente da Empresa Júnior PUC-Rio, depois incubamos a Sieve no Instituto Genesis e hoje sou professor de Empreendedorismo da PUC-Rio e Empreendedor Endeavor. E além disso, sou filho de pais empreendedores! Ou seja, o Empreendedorismo está no meu sangue e no meu coração. Empreender e inovar não é fácil, pois requer foco, disciplina e muita dedicação. Está em encontrar um propósito que te faz acordar todo dia de manhã, sonhar muito grande e buscar pessoas que tenham paixão por gerar impacto, mas muitos são os desafios do empreendedor brasileiro!
Compartilho abaixo 7 dicas para empreender no Brasil que considero fundamentais:
1) Encontre um sócio que te complemente
Existem 3 atividades fundamentais na vida do empreendedor: vender, entregar o produto, cuidar das finanças. Nenhum ser humano no mundo é capaz de fazer bem as 3 coisas!
Você precisa encontrar um sócio que te complemente!
2) Feito é melhor do que perfeito
Não perca tempo com planejamentos longos. Devore os livros das metodologias de modelagem rápida como Lean Startup, Customer Development, Canvas, Lean Canvas, Value Proposition Design, Design Thinking. Construa protótipos e produtos mínimos viáveis (MVP) que possam te ajudar a validar as hipóteses.
Saia do prédio, vá para a rua, coloque a mão na massa e repita o processo até que o negócio comece a ganhar tração. Se tiver que pivotar, pivote. Se tiver que falhar, falhe rápido e toque o barco. Se você não cometer erros, é porque está indo devagar demais.
3) Fale sua ideia para 2 pessoas: “Deus e o mundo!”
Esqueça o mito de que “alguém irá roubar sua ideia”. Quanto mais você falar da sua ideia, mais vai ser bombardeado, mais vai enxergar os pontos fracos e mais irá aproveitar os feedbacks para melhorar seu produto e o modelo de negócio.
Eventualmente você será copiado por alguém, mas isso será um sinal de sucesso, pois você estará 1.000 feedbacks à frente do seu copycat.
Pratique religiosamente seu pitch até tê-lo na ponta da língua. Treine em frente ao espelho, com amigos e familiares. Explique seu negócio para seu primo de 8 anos de idade, pois se ele entender, qualquer um conseguirá. Isso irá te ajudar a aproveitar as oportunidades que surgirão.
4) Validou sua ideia? Agora, gaste sola de sapato
Vá a todos os eventos, encontros, congressos, feiras, adicione e seja adicionado por todos no Linkedin, tente chegar no tomador de decisão. Seu objetivo agora é conseguir o máximo de clientes e validar o modelo operacional.
Sua meta nesta fase é ter um problema que todo empreendedor gostaria de ter: “vender tanto e não saber como entregar”.
5) Procurando investidores, aceleradoras ou incubadoras? O menos importante é o dinheiro!
Quando você for procurar um investidor (anjo, seed money, venture capital…), uma aceleradora ou uma incubadora pense se eles agregarão mentoria, networking e sinergia.
E, principalmente, se você se identifica com as pessoas que estão sentadas do outro lado da mesa, pois em breve estarão sentadas do mesmo lado que você.
Por fim, virão os aspectos econômicos do deal.
6) Construa uma cultura organizacional
Você seguiu o checklist: identificou um problema claro de um mercado grande, criou uma proposta de valor diferenciada a partir de um produto inovador, bolou um modelo de negócios escalável, modelo operacional rodando, clientes sendo conquistados e retidos, processos melhorando continuamente, equipe contratada e se desenvolvendo…
O próximo passo é crescer de forma acelerada, porém sustentável, protegendo-se dos copycats, que não tardarão a chegar. E qual é o segredo para isso?
Construir uma empresa baseada em valores, contratar pessoas melhores do que você e perseguir diariamente um propósito e um sonho grande.
Você será copiado em preço, produto, posicionamento, modelo de negócios etc, mas sua cultura organizacional JAMAIS será copiada!
7) Acredite, acredite, acredite, persista, não desista
Você está empreendendo no Brasil. Não vou te enganar. Durante seu caminho, você irá encontrar desafios como: pesada carga tributária, burocracia, pouco acesso a crédito, antiquada legislação trabalhista, concorrência desleal, gargalos de infraestrutura, falta de profissionais qualificados, pouca educação empreendedora.
Apesar disto, não há motivo para pessimismo, temos que acreditar no Brasil e sonhar em construir um país de empreendedores, que são agentes efetivos de mudança em nossa sociedade!
Lembre-se que “mais importantes do que suas qualidades ou habilidades, o que determina realmente QUEM VOCÊ É são as suas ESCOLHAS!”.
Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/7-dicas-empreender-brasil/
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terça-feira, 5 de julho de 2016

26 lugares de tirar o fôlego para visitar na América Latina

Quem disse que você, brasileiro, precisa ir muito longe para ser feliz? Que nada! Além do Brasil, toda a América do Sul faz bonito no quesito “viagem dos sonhos”. Entre praias, desertos, montanhas, esculturas geológicas, cidades históricas, ilhas e paisagens cercadas por uma natureza exuberante, esses 26 lugares mais “perto” de casa podem fazer você reconsiderar suas férias do outro lado do mundo.
Na lista estão cinco destinos brasileiros paradisíacos e bem distintos, daqueles que causam até inveja aos gringos: Floresta Amazônica, Cataratas do Iguaçu, Fernando de Noronha, Jericoacara e Ouro Preto. Já no restante da América Latina, a Bolívia e o Chile figuram sempre como grandes e atraentes viagens para aventureiros que curtem a vida de andarilhos, pois grande parte dos lugares são de difícil acesso de carro e possuem muitas trilhas.
Confira abaixo quais são e segure seu fôlego:

1 . Lago Atitlán, Guatemala
Cercado por três vulcões, este é o lago mais profundo em toda a América Central. Atitlan significa “na água” em Nahuatl.

2 . Bayahibe, República Dominicana
Uma das melhores atrações é mergulhar em torno de três naufrágios que estão debaixo d’água. O segundo, é claro, é curtir a praia.


3 . Machu Picchu, Peru
Criada em 1.450, Machu Picchu é o símbolo da cidade do antigo império inca. Quando for, certifique-se de estar pronto pra tudo – a caminhada vai te deixar certamente cansado, mas vale a pena a cada passo.


4 . Salar de Uyuni, na Bolívia
Esta é a maior planície salgada do mundo inteiro. É também onde o céu e a terra se misturam, o que te dá a oportunidade de tirar fotos sem fim.


5 . Cataratas do Iguaçu, entre Brasil e Argentina
Do lado do Brasil, você pode fazer um passeio de helicóptero em torno das quedas. O lado argentino tem um trenzinho que leva os turistas às cataratas. Faça a sua escolha e boa viagem!


6 . Ilha de Páscoa, Chile
As grandes estátuas que tornam a Ilha de Páscoa conhecida são chamadas de Moai. Um total de 887 delas foram encontradas na misteriosa ilha.


7 . Ilha de Capurganá, Colômbia
Esta ilha permaneceu despercebida até a década de 1970 e lentamente tornou-se o destino de viagem preferido dos colombianos. Não há veículos a motor autorizados por lá.


8 . Torres del Paine, Chile
Se você gosta de caminhar, estará em seu lugar favorito no mundo. Mas por se tratar de um parque nacional, os visitantes não estão autorizados a deixar a trilha.


9 . Jericoacoara, Brasil
Muitas vezes chamado de paraíso na Terra, esta praia no nordeste do Brasil é cercada por dunas gigantescas. Para chegar lá é preciso subir em um buggy e dirigir por algumas horas. Chegando lá, é só descansar na rede.

10 . Ushuaia, Argentina
Esta é a cidade mais austral do mundo. O mês mais quente é janeiro, durante o qual as temperaturas médias chegam a 10° C.


11 . Fernando de Noronha, Brasil
Fernando de Noronha é um arquipélago de 21 ilhas e ilhotas. Devido à importância das espécies naturais que ali vivem, os turistas pagam uma pequena taxa de preservação ambiental que é cobrada no momento da chegada.


12 . Cartagena, Colômbia
Cartagena é a cidade mais associada com os piratas do Caribe. A cidade antiga é um ótimo lugar para se perder e desfrutar um pouco da cultura local.


13 . Ilha de Galápagos, no Equador
 O oceano ao redor do arquipélago é uma reserva marinha e santuário de baleias.


14 . Floresta Amazônica, fronteira com o Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia
O “pulmão do mundo” tem mil e uma coisas incríveis para se fazer, que vai além de desbravar rios e florestas. Hotéis no meio da selva, cruzeiros pelos rios e visitas às tribos são apenas algumas das opções.


15 . Punta del Este, Uruguai
Punta del Este certamente é o destino para quem quer curtir uma junção perfeita de praia, vida noturna, cultura e comida boa.


16 . Deserto Ica, Peru
 É uma miragem? Não, é o Deserto Ica que tem um incrível – e real – oásis no meio. E mais: a área é conhecida por produzir a famosa aguardente Pisco.


17 . Holbox, México
A ilha é separada da terra principal por um lago raso, e serve como casa de flamingos e pelicanos. Se você for durante o mês certo pode até ver os tubarões-baleia.


18 . Tayrona, na Colômbia
As temperaturas variam entre 81-95 ° F e é super úmido. Isso faz com que Tayrona seja ideal para uma ampla gama de espécies possam viver lá, como mais de 300 tipos diferentes de aves e 15 espécies de répteis.


19 . Green Lagoon, na Bolívia
Sua cor varia do azul turquesa ao esmeralda escuro dependendo da perturbação causada por ventos aos sedimentos no lago. Os pigmentos são tão fortes que você pode ver a cor do céu.


20 . Vale Cocora, Colômbia
Este vale é um santuário de vida selvagem e também atua como preservação para a palma de cera – o símbolo nacional da Colômbia.


21 . Los Roques, Venezuela
Esta área é composta por cerca de 350 ilhas, ilhotas e ilhéus. Você pode desfrutar das praias de areia branca ou ir  de snorkeling a um recife de coral. É uma grande atração turística alternativa em comparação com as praias caribenhas.


22 . Monteverde Cloud Forest, Costa Rica
Noventa por cento da área é constituída por floresta virgem, o que significa que há uma biodiversidade extremamente elevada, com mais de 2.500 espécies de plantas, 100 espécies de mamíferos, 400 espécies de aves, 120 espécies de répteis e anfíbios, e milhares de insetos. Quer mais?


23 . Baños, Equador
Você pode desfrutar de fontes termais, tirolesa, o balanço mais assustador e mais legal do mundo – que fica em um penhasco enorme -, e um pouco da história desta cidade.


24 . Glaciar Perito Moreno, Argentina
Se você for durante o verão, você pode ver a geleira quebrar em enormes pedaços ao assistir como ela derrete. Você também pode caminhar no gelo e beber um pouco de uísque com gelos naturais. Não se preocupe, a geleira é uma das três do mundo que está realmente crescendo.


25 . Deserto de Atacama, Chile
É comumente conhecido como o lugar mais seco do mundo.  Seu solo foi comparado ao de Marte.


26 . Ouro Preto, Brasil
A charmosa cidade mineira colonial é um ótimo lugar para ver museus, igrejas e arquitetura barroca. Além disso, ferve durante o Carnaval.

Fotos: Buzzfeed, nelsonhdcruz, gtravelonline, wikipedia, gru.edu, C.Laceta

*Esta lista foi feita originalmente pelo site Buzzfeed.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Você entende o hino brasileiro? Veja versão explicada da letra

Video explicativo

 

O Hino Nacional Brasileiro tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada (1870 - 1927) e música de Francisco Manuel da Silva (1795 - 1865). Foi oficializado pela lei nº 5.700, de 1 de setembro de 1971, publicada no Diário Oficial (suplemento) de 2 de setembro de 1971.
Hino executado em continência à Bandeira Nacional e ao presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, assim como em outros casos determinados pelos regulamentos de continência ou cortesia internacional. Sua execução é permitida ainda na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas de caráter patriótico e antes de eventos esportivos internacionais. A música do hino é de Francisco Manuel da Silva e foi inicialmente composta para banda. Em 1831, tornou-se popular com versos que comemoravam a abdicação de Dom Pedro I. Posteriormente, à época da coroação de Dom Pedro II, sua letra foi trocada e a composição, devido a sua popularidade, passou a ser considerada como o hino nacional brasileiro, embora não tenha sido oficializada como tal. Após a proclamação da República os governantes abriram um concurso para a oficialização de um novo hino, ganho por Leopoldo Miguez. Entretanto, com as manifestações populares contrárias à adoção do novo hino, o presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva, estabelecendo que a composição de Leopoldo Miguez seria o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, finalmente a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada tornou-se oficial. A orquestração do hino é de A. Assis Republicano e sua instrumentação para banda é do tenente Antônio Pinto Júnior. A adaptação vocal foi feita por Alberto Nepomuceno e é proibida a execução de quaisquer outros arranjos vocais ou artístico-instrumentais do hino.

Curiosidades
A música do Hino Nacional do Brasil foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, para comemorar a Independência do país. Essa música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras. A primeira letra foi produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, e a segunda na época da coroação de Dom Pedro II. Ambas versões, entretanto, caíram no esquecimento.
Após a Proclamação da República em 1889, um concurso foi realizado para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca. Esta composição ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") seria oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil, e a música original, de Francisco Manuel da Silva, continuou como hino oficial. Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, que foi oficializado por Decreto do Presidente Epitácio Pessoa em 1922 e permanece até hoje.

Introdução do Hino Nacional Brasileiro
O hino nacional brasileiro possui, ainda, embora pouco conhecida, uma letra para a introdução que atualmente é só instrumental.
Letra atribuída a Américo de Moura
 


Espera o Brasil
Que todos cumprai
Com o vosso dever.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!
 

Gravai com buril
Nos pátrios anais
Do vosso poder.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!
 

Servi o Brasil
Sem esmorecer,
Com ânimo audaz
Cumpri o dever,
Na guerra e na paz,
À sombra da lei,
À brisa gentil
O lábaro erguei
Do belo Brasil.
Eia sus, oh sus!

Letra do Hino Nacional Brasileiro

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
 

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
 

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
 

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
 

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
 

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
 

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
 

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
 

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
 

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
 

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
 

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
 

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
 

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

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segunda-feira, 14 de março de 2016

Como deixamos a seleção virar isso




Bom marujos, todos que me conhecem sabem que eu joguei futebol dos meus 6 aos 20 anos, chegando a disputar inúmeras competições oficiais e sendo campeão em muitas delas. Não vou entrar em detalhes quanto a minha carreira futebolistica, mas eu posso dizer que entendo um pouco de futebol. Dai eu me pergunto...como o futebol brasileiro chegou no 7x1 em plena Copa do Mundo em dominio tupiniquins?

Vamos analisar os fatos...

1 - o Brasil perdeu sua identidade e seu jeito de jogar...


É triste, mas ouvir o técnico Pep Guardiola, atual melhor tecnico da atualidade dizer que copiou o jeito de jogar da seleção brasileira machuca. E eu entendo perfeitamente o que ele diz. A seleção brasileira tem fama de envolver os adversários como o dominio da bola desde sempre e claro se sobrar um tempinho da até para fazer uma graça, mas sempre buscando o gol! vejamos o exemplo do drible do Robinho o famoso vai pra lá que eu vou pra cá...


Ele executa o drible e o Brasil na sequencia comemora o gol...ou seja objetividade!

Dai eu te pergunto...essa seleção atual é objetiva?


2- Neymar dependência

Por mais que eu odeie admitir, hoje somos dependentes de um só jogador. Claro temos ótimos jogadores que agregam no time, mas tira o Neymar pra ver. Nunca o Brasil se mostrou tão carente de jogadores que passam segurança com a camisa canarinho. EU particulamente suo frio quando vejo as arrancadas desesperadas do David Luiz ao ataque, e nossa lateral esquerda que desde que eu vi o Roberto Carlos ajeitando o meião na eliminação contra a França em 2006 nunca me passou segurança, ainda temos um monte de peças ainda em formação, casos de Oscar, William, Fernandinho e Phillipe Coutinho, e para não dizer muito mais eu finalizo pergutando, quem é nosso artilheiro? Neymar não vale coitado, tudo na conta do rapaz.


3- Muita publicidade envolvida = pouco futebol




Yes my friend...tá dificil defender uns caras como esses da foto

4- Não coloque moleques para fazerem o trabalho de homens...você não vai gostar do resultado

Olhe bem para essas fotos da seleção atual e compare com outras seleções não só as brasileiras, mas outras como a da Alemanha...qual te passa mais credibilidade?

Simples diferença...

HOMENS


MOLEQUES (tirando o Julio, o Fred é tricolor então nem preciso falar mais nada) kkk

5 - Precisamos de pulso firme, tipo manda quem pode obedece quem tem juizo


O que esse cara conquistou como técnico para merecer estar no comando da Seleção?

Enfim marujos, eu continuo a torcer para nossa seleção voltar aos seus tempos áureos, mas sinceramente a coisa tá complicada não só na seleção, mas no futebol brasileiro, mas não vamos desanimar pois ainda seremos Hexa se Deus quiser com esses moleques que mencionei acima!


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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ESPECIAL: Como já dizia Raul PARTE 2

Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador, Bahia, em 28 de junho de 1945, filho de Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas. 

“Nasci baiano mesmo, na av. 7 de setembro, número 108, que é a avenida principal de Salvador. Hoje estão comendo bacalhau no quarto onde nasci.” brincaria Raul, mais tarde, referindo-se ao Restaurante Português, que funciona hoje, na casa em que nasceu.


"Quando eu era guri, lá na Bahia, música para mim era uma coisa secundária. O que me preocupava mesmo eram os problemas da vida e da morte, o problema do homem, de onde vim, para onde vou (...)"


A vasta biblioteca de seu pai era seu brinquedo favorito. E foi daí que veio o gosto pela palavra e a miopia precoce. Vivia trancado no quarto devorando o “Livro dos Porquês” do “Tesouro da Juventude”. Inventava histórias fantásticas que, transformadas em gibis, e com desenhos do próprio Raul, eram vendidos ao irmão caçula, Plininho (Plínio Santos Seixas, três anos mais novo). Melô era o personagem central de suas histórias, um cientista louco que viajava no tempo com figuras históricas, Deus e o Diabo.

"Eu estava muito preocupado com a filosofia sem o saber (isto é, eu não sabia que era filosofia aquilo que eu pensava). Tinha mania de pensar que eu era maluco e ninguém queria me dizer. Gostava de ficar sozinho. Pensando. Horas e horas. Meu mundo interior é, e sempre foi, muito rico e intenso. Por isso o mundo exterior naquela época não me interessava muito. Eu criava o meu.”
No ano de 1954, Raul ganhou seu primeiro violão, presente dos pais, ao qual, a princípio, ele não deu muita importância. Porém, pouco a pouco, foi dedilhando e, sozinho, aprendeu a tocar algumas músicas, acabando por se apaixonar pela novidade.


Filho da mesma região e geração que Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa entre tantos outros que definiram o movimento chamado Tropicália, Raul teve ao contrário destes em sua infância maior contato e assimilação do Rock and Roll em virtude de ser vizinho e amigo de filhos de famílias americanas que trabalhavam para o consulado americano na Bahia. 

“Eu ouvia os discos de Elvis Presley até estragar os sulcos. O rock era como uma chave que abriria minhas portas que viviam fechadas. Usava camisa vermelha, gola virada para cima. As mães não deixavam as filhinhas chegarem perto de mim porque eu era torto como o James Dean. Olhava de lado, com jeito de durão. Cada vez que eu cumprimentava uma pessoa dava três giros em torno do próprio corpo. Eu era o próprio rock. Eu era Elvis quando andava e penteava o topete. Eu era alvo de risos, gracinhas, claro. Eu tinha assumido uma maneira de vestir, falar e agir que ninguém conhecia. Claro que eu não tinha consciência da mudança social que o rock implicava. Eu achava que os jovens iam dominar o mundo.”
Aluno relapso (repetiu várias vezes a segunda série ginasial) apesar de muito inteligente e leitor voraz, rapidamente se cansa da escola decidindo pela profissionalização como músico. 

"Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua. Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la."

Aos poucos a escola foi ficando de lado. O bom era ficar na loja Can-tinho da Música, curtindo rock and roll ou marcando ponto no Elvis Rock Club, fã-clube de Elvis Presley, fundado por Raulzito e o amigo Waldir Serrão. Corria o ano de 1962 e a necessidade de fazer rock levou Raul a fundar, ao lado dos irmãos Délcio e Thildo Gama, o grupo Os Relâmpagos do Rock. Chegaram a se apresentar na TV Itapoan, onde foram chamados de cantores de “música de cowboy”.



Tornou-se logo fã ardoroso de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor (Elvis Rock Club). Engana-se porém quem pensa que Raul renegou a cultura brasileira adotando o rock and roll; odiava a bossa nova mas acrescentou ao seu rock elementos de música nordestina como o baião, xaxado, música brega.
"Sabem porque não gosto de bossa nova?! Porque não consigo tocar aqueles acordes dissonantes..."

Em 1962 em meio ao movimento bossa nova que explodia no Brasil, Raul monta sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde teria seu nome mudado para The Panthers e finalmente Raulzito e os Panteras. Pela formação do grupo passaram entre outros além de Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Perinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria). 



Em nome do namoro com a americana Edith Wisner, Raul resolve parar tudo e retomar os estudos e, em pouco tempo, prestar o vestibular (para passar num dos primeiros lugares) para a faculdade de Direito. 
“Eu queria provar às pessoas, à minha família, como era fácil isso de estudar, passar em exames. Como não tinha a mínima importância.” 

Tão sem importância que, em 1967, decide ao mesmo tempo casar com Edith e retomar a carreira com Os Panteras.

Gravam um compacto que seria distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Apresentam-se em clubes e algumas vezes em rádio e TV. Começam a formar fama como expressão local do movimento Jovem Guarda da época (liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa, etc, por sua vez versões brasileiras do sucesso dos Beatles).

Com o apoio de Jerry Adriani sai em turnê pelo Brasil com os Panteras (abrindo os shows do primeiro) e grava em 1968 o seu primeiro LP, auto em titulado  Não alcançando nenhuma repercussão a nível nacional. 

Atendendo a um pedido de Jerry Adriani, Raul, Edith e Os Panteras partiram em viagem para o Rio, realizando um velho sonho. Conseguiram gravar, para a Odeon, o LP Raulzito e Os Panteras. Lançado em 1968, o disco foi ignorado tanto pela crítica quanto pelo público.



“Chegamos em fim de safra. Não entendíamos o que estava acontecendo. Agnaldo Timóteo de um lado, Gil e Os Mutantes de outro. Tocávamos coisas complicadas, minhas letras falavam de agnosticismo, essas coisas, e complicamos demais. Não tínhamos ideia do que era comercial em matéria de música em português.”

Com o fracasso do disco, ficam algum tempo como banda de apoio de Jerry Adriani, até a dissolução do grupo. 

“Só sobrou eu. Os outros não aguentaram a barra e caíram fora”. 

Desiludido e psicologicamente abalado, Raul voltou para Salvador.

Sairia da Bahia novamente para tentar carreira de produtor na CBS onde produziria e comporia para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros astros da época. 
O incentivo de Sérgio Sampaio levou Raul a produzir e lançar, em julho de 1971, aproveitando a viagem do presidente da CBS, o LP Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – apresenta – Sessão das 10, com participações do próprio Raul, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada, Edy Star.

Isso lhe valeu a expulsão da CBS quando o presidente voltou. O disco então sumiu, “misteriosamente”, do mercado.

“Neste disco cada um cantava suas músicas em faixas separadas, num trabalho que resumia o caos da época. Valeu a pena, apesar de ter vendido muito pouco. Nós nos divertimos muito. Foi também a primeira vez que eu fiz algo para ser consumido e do qual me senti paranoicamente orgulhoso e feliz. Como os Beatles, que aprenderam no estúdio, eu aprendi tudo na CBS, os macetes todos. Aprendi a fazer música fácil, comercial, intuitiva e bonitinha, que leva direitinho o que a gente quer dizer.”


Em setembro de 1972, no VII Festival Internacional da Canção, à frente de um público ávido por novidades, Raul, mais uma vez incentivado pelo amigo Sérgio Sampaio, resolveu se tornar “popular”. Inscreveu no festival as canções “Eu sou eu, Nicuri é o Diabo”, defendida por Lena Rios e Os Lobos, e “Let me Sing, Let me Sing”, mistura de rock com baião, interpretada pelo próprio Raul, travestido de Elvis. Ambas foram classificadas.

A boa aceitação lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram. Lançou um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (que nem mesmo traz o nome de Raul, sendo lançado sobre o nome de uma banda Rock Generation). O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso.

Em 1973 saiu o LP Krig-Ha Bandolo! apresentando as primeiras parcerias de Raul com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho. partiu para o primeiro álbum solo, KRIG-HA, BANDOLO! O título refere-se ao grito de guerra de Tarzan, que quer dizer: “cuidado, aí vem o inimigo”. É considerado pela crítica como um dos seus melhores trabalhos.

Começaram a formar em parceria o grupo Sociedade Alternativa, anarquista, baseado na doutrina de Aleister Crowley e também destinado a estudos esotéricos. 

Raul Seixas e Paulo Coelho lançam Sociedade Alternativa em agosto, e dedicam-se com afinco aos estudos esotéricos, mergulhando fundo na obra do mago inglês Aleister Crowley. 



Raul anunciava que era hora de mudar o mundo e distribuía nos shows um gibi/manifesto chamado “A Fundação de Krig-ha”, ilustrado por Adalgisa Rios (esposa de Paulo, na época). 

A Sociedade Alternativa, com sede alugada, papel timbrado e relatórios mensais, chegou a anunciar a aquisição de um terreno em Minas Gerais, para a construção da Cidade das Estrelas, uma comunidade onde a lei única era “Fazer o que tu queres, há de ser tudo da lei.” 

A ideia da Sociedade Alternativa não agradou a muitos e Raul foi preso e torturado pelo DOPS, tendo que deixar o país.
Raul, Paulo, Edith e Adalgisa decidiram partir para os Estados Unidos, onde fizeram contato com algumas personalidades. Raul viria a conhecer durante o exílio alguns de seus ídolos, Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.

"Quando me encontrei com Lennon nos EUA, conversamos muito sobre figuras históricas do mundo. Num momento da conversa, ele me perguntou: 'E no Brasil? Quem é o tal?' Fiquei nervoso e falei a primeira coisa que me veio na cabeça: 'Café Filho!'. Ele então: 'What?!' e eu 'Nothing, forget about it..."

Enquanto isso aqui no Brasil, a música “Gita” tocava de norte a sul do país. E foi graças a esse sucesso que Raul e Cia. voltaram para o Brasil. 
Foi nessa época que o casamento de Raul com Edith foi chegando ao fim, e ela decidiu voltar para os Estados Unidos, levando consigo a filha do casal.


O sucesso de Gita deu a Raul Seixas o primeiro Disco de Ouro, com mais de 600 mil cópias vendidas. O mesmo não aconteceu com o disco seguinte: Novo Aeon (1975, Philips), que vendeu apenas 60 mil. 
“Foi a maior decepção, mas dei a volta por cima com Há 10 Mil Anos Atrás.”

Raul conheceu, então, outra americana, Glória Vaquer (“Spacey Glow”), irmã de seu guitarrista Gay Vaquer. Casou-se com Glória e, desta união, nasceu, no Rio de Janeiro, a segunda filha de Raul, Scarlet, em junho de 1976. Nesse ano lançou o álbum Há 10 Mil Anos Atrás, com Raul maquiado na capa como um “sábio ancião”. Chegou então ao fim a parceria com Paulo Coelho, embora continuassem amigos (ou inimigos íntimos).

Decidiu sair da Philips para outra gravadora, a recém-fundada WEA. Marcou esse período o rosto sem barba nem bigode (suas “marcas registradas”) e a relação com um novo parceiro (e antigo vizinho dos tempos do Rio), Cláudio Roberto. Juntos realizaram o LP "O Dia em que a Terra Parou", em 1977.





A crítica não gostou. Foi dito que não mantinha o mesmo “nível” dos trabalhos anteriores. Mas os fãs se deliciam com “Maluco Beleza”, “Sapato 36” e a faixa-título. Raul chegou a fazer alguns shows, mas sem muito sucesso, devido às críticas ao LP. Foi então que se separou de Glória, que, a exemplo de Edith, também voltou aos Estados Unidos com a filha Scarlet.

No início da década de 80 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde em virtude de consumo exagerado de álcool. Não parou porém de lançar discos e projetos, Mata Virgem, Por Quem os Sinos Dobram, Abre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e estava em um hiato de contratos e shows.

Após a queda de vendagens nos últimos discos e um longo boicote de gravadoras, estourou novamente em 1978 com a música Carimbador Maluco do LP Raul Seixas, parte do especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo. 


Seguiram-se os discos Metrô Linha 743, Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com o que seria seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis (que deveria ser apenas parte de um projeto maior chamado Opus 666 que não chegou a ser lançado).

Em 1988 Raul passou a compor, gravar e excursionar com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus (então em fase de extinção).

O penúltimo casamento de Raul foi-se rompendo. A sua saúde também não andava boa. Mais uma vez ele decidiu voltar para Salvador, como fizera em 1978, para se recuperar-se. Depois de curta permanência em Salvador, voltou para São Paulo com nova companheira, Lena Coutinho.


Em São Paulo, junto com Lena, procurou uma nova gravadora, mas as portas do mundo artístico pareciam estar fechadas novamente para Raul. Enquanto isso, milhares de fãs e amigos permaneceram na expectativa de novidades. 

Em São Paulo, no ano de 1985, o Raul Rock Club (o Fã-Clube Oficial) lança o álbum Let me Sing my Rock and Roll, o primeiro disco produzido e distribuído independentemente por um fã-clube brasileiro, disputado hoje a peso de ouro por fãs e colecionadores.

Durante o ano de 1986, Raul e Lena continuaram à procura de uma gravadora e, finalmente, com a ajuda de amigos assinaram contrato para dois álbuns com a Copacabana. Porém, os problemas com a saúde atrapalharam as sessões de gravação no estúdio e o LP, que todos esperavam para esse ano, acabou sendo lançado só no início de 1987. O disco trazia como título o grito de guerra de rock and roll: Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!


O disco tocou de norte a sul do país e mais uma vez, Raul Seixas era notícia, ocupando lugares de destaque na mídia e, o melhor, sua música estava na boca do povo. Contudo, continuava desaparecido dos palcos e da TV devido à sua saúde precária (em parte culpa do problema do abuso de bebidas alcoólicas)

Em 21 de Agosto de 1989, apenas dois dias após o lançamento de "A Panela do Diabo", Raul Seixas morre de um ataque cardíaco em virtude de problemas causados pela bebida. Curiosamente após a sua morte tem o seu talento mais reconhecido do que nunca, arregimentando a cada dia mais seguidores, sendo lançados postumamente registros inéditos e coletâneas, todos sucessos de vendas.

Em sua carreira foi pioneiro na mistura de todo tipo de influência musical ao rock and roll, passeando e acrescentado com desenvoltura e sem preconceitos ritmos nordestinos (Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor), folk ao estilo Bob Dylan (Ouro de Tolo), música brega (Sessão das 10), umbanda (Mosca na Sopa). 

Em suas letras abordava com igual desenvoltura temas tão díspares quanto sentimentos humanos, críticas ao sistema, esoterismo e agnosticismo. A sua mensagem muitas vezes está implícita em letras que podem ser taxadas de bobas pelos menos perspicazes (vide a letra de Carimbador Maluco) e em outros momentos é pura poesia (como em Canção Para Minha Morte).

Passados tantos anos de sua grande viagem, Raul Seixas continua mais vivo do que nunca. Desde seu falecimento em 21 de agosto de 1989, o número de pessoas interessadas em sua vida e obra vem aumentando consideravelmente. Pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais se organizam nos inúmeros fãs-clubes criados para homenageá-lo. Casas culturais, praças, ruas, parques e viadutos recebem seu nome.

Revistas, pôsteres e cerca de 20 livros enfocando sua vida e obra continuam no mercado. Todos os títulos de sua imensa discografia já foram reeditados em CD, e novos títulos são lançados constantemente. Programas de rádio e TV, romarias ao Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, passeatas, carreatas e inúmeros eventos acontecem anualmente em todo o Brasil nas datas de nascimento e morte, 28 de junho e 21 de agosto, respectivamente.



Um maluco beleza que 24 anos após a sua morte continua arregimentando fãs e seguidores. Raul era, antes de tudo, um sonhador com os pés no chão, um maluco beleza com raciocínio extremado, um homem a frente de seu tempo, às vezes imcompreendido... muitas vezes amado. 
Raul chocava, contradizia, reclamava e fazia rir com tamanho escárnio que a própria ditadura demorou a notá-lo. Era só mais um maluco, pensavam. Mas se tem uma coisa que Raul Seixas não era, era maluco. Maluco só se for no sentido poético. 
O inconformismo de Raul está presente nas sua vasta e rica obra, um marco da música brasileira. Sim, porque Raul não era só um roqueiro, era um músico popular brasileiro que permeou seu rock com os mais variados ritmos brasileiros. Suas letras abordavam com propriedade temas tão diversos quanto paixão, crítica, esoterismo e agnosticismo. A sua música ia desde a música brega passando pelo baião até a canção americana. Raul foi o grande artista -talvez o maior- do artesanato musical brasileiro.




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