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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Baz Luhrmann conta de maneira esplendida história do Rei do Rock

 

Todo mundo conhece a história de Elvis Aaron Presley, o rapaz branco que transformou o rock n’ roll, ritmo criado pelos negros e temido pelos brancos de classe média, no maior fenômeno musical da segunda metade do século XX. O cineasta australiano Baz Luhrmann é conhecido por levar às telas em cores quentes histórias de estrutura fabular. Em Elvis, assim como fez com Romeu + Julieta e O Grande Gatsby, encontrou na trajetória do Rei do Rock o mote perfeito para alinhavar um conto de fadas com viés sombrio.

A trama é contada sob a ótica do Coronel Tom Parker, o empresário de Elvis, aqui vivido por Tom Hanks. Vemos como Parker com seu tino para negócios (e jogatina) vislumbra no jovem uma verdadeira galinha dos ovos de ouro. E como Elvis se torna prisioneiro da fama e da voracidade do showbiz.

Luhrmann usa sua lente de forma matreira para reforçar o maniqueísmo da proposta. Elvis não pode ser considerado uma cinebiografia, ao contrário do que se pensa à primeira vista. Trata-se de uma ópera dramática, seguindo a escola italiana (Francesco Bellini deve abrir um sorriso lá de cima), algo muito caro à filmografia de Luhrmann. Não é absurdo estabelecer um paralelismo entre Elvis Presley e Satine de Moulin Rouge.

Ciente dessa opção narrativa, não é pertinente criticar incongruências com os fatos reais, ao contrário de Bohemian Rhapsody, que se vendeu como uma transcrição da vida de Freddie Mercury e da trajetória do Queen. Aqui vale a máxima de que entre o fato e a lenda, conte-se a lenda. Por isso roteiro escrito pelo diretor junto com Sam Bromell – que foi assistente de script de O Grande Gatsby -, Jeremy Doner e o parceiro de longa data de Luhrmann Craig Pearce, desvia-se de questões mais espinhosas ou controversas. A proposta é clara: Elvis é uma Cinderela com o violão no lugar do sapatinho de cristal, e Parker é uma fada madrinha do mal.

O diretor aqui se mostra em plena forma, para acalmar os fãs que acreditavam que ele já tinha dado seu melhor. Nada que lembre o vazio de ideias visto em Austrália, talvez apenas um pouco da gordura de O Grande Gatsby. Mas o deslumbre está lá, revestido das cores (na fotografia espetaculosa de Mandy Walker) e da hipnótica direção de arte.

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Imagem: Divulgação/ Warner Bros. Pictures Brasil

Austin Butler consegue surpreender, mesmo a quem percebeu, no trailer, que encarnaria o rei do rock de forma convincente. A composição dentro do tom, vai ficando cada vez mais próxima do original à medida que o personagem vai chegando à maturidade. Na fase Las Vegas, na qual há sempre o risco de se cair na caricatura, é onde Butler mais brilha.

Tom Hanks adiciona mais uma atuação marcante para a sua galeria, e consegue contornar até mesmo o (d)efeito da pesada maquiagem, ponto negativo da caracterização. Parker funciona na trama como “vilão” e mestre de cerimônias e Hanks se sai bem ao se alternar entre ambas as facetas.

Por fim, Elvis é o triunfo de um cineasta autoral, que conseguiu conferir frescor a uma história contada à exaustão, uma tarefa inglória. Se é a versão cinematográfica definitiva do Rei do Rock ainda não se pode afirmar. Mas sem dúvida é a que por mais tempo grudará na retina.

extras:

Austin Butler Spills Secrets on Making of ‘Elvis’ | In-Depth ScoopELVIS (2022) The Making Of An Elvis Presley Movie | Behind The

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sábado, 17 de outubro de 2020

Exposição - Long live the king

 

Resolvi trazer algumas das mais belas canções interpretadas pelo rei, porém não são aquelas mais conhecidas...pois achei legal que fosse aquelas que provavelmente algumas pessoas ainda não tenham tido o prazer de escutar, então aumenta que isso ai é Elvis Presley withe love for you...



Early Morning

You'll think of me


I Got a feeling in my body
 

 


Pledging My Love



Funny how time slips away


Release me


 \o/ let me be there


 Something





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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ESPECIAL: Como já dizia Raul PARTE 1


RAUL SEIXAS: O INICIO -  O FIM  - E  O MEIO

Depois das tristes notícias que testemunhamos no Brasil e no mundo nos últimos dias em relação a atentados terroristas(França) E da tragédia do rompimento da  barragem em MG, ficamos com sentimentos variados de revolta, luto, sensibilidade e perplexidade e eu como sempre  faço quando fico com a cabeça muito cheia resolvi ouvir uma boa música e simplesmente meditar sobre a vida e curiosamente isso me levou a um tal Raul Seixas. 
Escutando suas canções eu encontrei a paz que necessitava para entender o que deveriamos  estar buscando espiritualmente nesse momento. Deixe-me compartilhar com você a minha viagem para dentro do universo fascinante, um tanto místico e completamente atual em relação a vida, que foi a mente de Rauzito, o maluco beleza.

Raul sempre levou o estigma de ser o maluco, porém vinha sempre do elogio "Beleza".  Na verdade ele era um homem a frente de seu tempo, muitas vezes dizia algo profundo de um jeito um tanto atabalhoado e cômico, mas que dizia muito como tantas vezes ouvimos em suas letras onde fala sem medo de Deus e o Diabo. Raul encontrou o sentido da vida e soube viver como poucos. Você pode pensar que ele morreu pelo jeito como lidou com a vida, mas é exatamente esse jeito de viver que poucas pessoas conseguem encontrar. Não estou dizendo para viver e fazer o que o Raul, eu me refiro refiro a encontrar o que te faz feliz e se doar para sua felicidade e não para o dizem e tentam te impor como um caminho para um fim, a felicidade é o caminho e é para lá que eu vou tropeçando, mas com muito empenho assim como Raul o fez.
O Raul era tido como louco, e na sua loucura lúcida, vivia plenamente. Realizava seus sonhos e almejava fazer as pessoas saírem da mediocridade e do seu marasmo. Ele tem uma música que seu “início, fim e meio” é um convite a sair da caverna de Platão e ansiar por um novo mundo cheio de luzes e possibilidades. Estou falando da música “Meu amigo Pedro”, cuja letra completa está abaixo: 
 


Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração

E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro

*****
Pedro, nesta música, supostamente ou quem sabe realmente, tenha sido um amigo seu que era advogado. Uns dizem que ele fez referência ao seu irmão Plínio Seixas nessa música, mas digo com sinceridade, tenho muita desconfiança quanto a isso. Acredito que ele estava querendo criticar o sistema de mercado escravizante que a maior parte das pessoas se submete.
Ele fala de seu amigo que trabalhava todos os dias, seguindo aquele velho ritual das 8 horas diárias, sempre trabalhando com seu terno. Por isso que ele diz:
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Nessa música, o Raul questiona seu amigo Pedro com relação ao seu trabalho.
Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim
O trabalho de advocacia não dá espaço para ser sentimental, entende? Um advogado chorão fica desempregado rapidinho, não tenho dúvidas disso. Tem que ser “durão”. Por isso o Pedro só chorava no banheiro.
Pedro vai para o trabalho todo dia, cumpre sua rotina de rapaz trabalhador, sem se questionar se isso seria o melhor para ele. Não estou querendo dizer que seja ruim trabalhar de advogado, me entenda bem, estou apenas interpretando a visão do Raul, OK?
O Raul queria mesmo era a liberdade de fazer o que quisesse, no tempo que quisesse, dormir em qualquer hora, acordar em qualquer hora, viajar quando quisesse, para qualquer lugar que bem entendesse.
Você acha isso loucura? Eu chamo isso de LIBERDADE, o cerne da “Sociedade alternativa”. Como diria ele e o senhor Aleister Crowley: “Todo homem tem o direito de mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes”. Eu acho essa ideia encantadora e sonho em um dia existir essa sociedade que não tenha fronteiras e divisões, mas sei que isso está muito longe de acontecer. Não estarei mais nesta Terra quando esse dia chegar.
Por causa desse imenso desejo do Raul por liberdade que ele fala a frase mais cômica desta música.
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo
Para o Raul, ser advogado é “caretice”. E para o Pedro, ser músico é “vagabundagem”. Quem está certo? Quem está errado? Ninguém ora bolas! Era apenas a visão individual deles.
Ele queria mostrar ao Pedro o universo de possibilidades que ele tinha e não conseguia enxergar. Nisso eu concordo plenamente com o Raul. Estamos vivendo em um mundo que prega o tempo todo a necessidade de ter “estabilidade”, um emprego “seguro”. Por que? O que nos amarra nessa condição é o medo.
Por muito tempo eu também pensei nessa “estabilidade”, mas aprendi que quanto mais seguros estamos em um emprego, menor é a nossa liberdade, temos que cumprir uma série de obrigações. Que para muitos é tranquila, podem ser executadas tranquilamente, mas não é assim pra todo mundo. Para quem quer ser um “maluco beleza” essa ideia não encaixa, entende?
Por isso que sempre me questiono sobre isso e não fico apontando o dedo na cara de ninguém dizendo: “Isso está certo. Isso está errado. Siga por aqui. Siga por lá…”. Por que? Quem sou eu pra dizer o que é certo ou errado? Na realidade nem sabemos o que isso significa! O certo de um é o errado do outro e vice-versa. Então? O que fazer? Simples! Fique calado meu amigo! Vá cuidar da sua vida e deixe as outras pessoas absolutamente livres… Simples assim!
Olha só! Você está começando a entender a sociedade alternativa. Ela segue essa linha. Será que ela é diabólica, como alguns pensam? Eu acredito sinceramente que não. Ela existe para as pessoas que sonham com liberdade acima de tudo. Mas vivemos num lugar onde as pessoas preferem a segurança. Escolhas…
O refrão é uma das mensagens mais incríveis desta música e poucos são os que a comprendem. O Raul estava falando sabe de quê? Da MORTE. Vixe! Vou explicar.
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
Ou seja, o Pedro conquistou o sucesso e realização profissional pelo caminho da advocacia e o Raul pelo da música. Ambos conseguiram, por caminhos totalmente diferentes.
Tudo acaba onde começou quer dizer isso, todos vamos morrer, é um fato. Todos vamos voltar a condição de seres espirituais que um dia vieram para o planeta Terra.
No fim das contas, o que menos importa é o caminho que nós seguimos, o que importa é ter vivido uma vida que tenha feito sentido. O Raul conseguiu isso, mas o Pedro eu tenho as minhas dúvidas…
Pense sobre isso e viva sua vida intensamente. Essa música é um verdadeiro tratado pela liberdade e felicidade. Viva Raul…

 AGORA UM OLHA MAIS PROFUNDO NA OBRA DO MESTRE...

FIM DA PARTE 1 - para ir direto para parte 2 clique aqui
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Músicas com forte apelo emocional


Certas canções podem nos despertar sentimentos escondidos pois quando paramos para prestar atenção em suas mensagens elas podem nos dar verdadeiros motivos para continuar firmes em nossas empreitadas nessa vida. Algumas por tratarem de temas delicados, outras por serem diretas, outras por nos fazerem acreditar num mundo melhor, mas de qualquer jeito são melodias únicas e admiráveis.

tente não chorar um rio de lágrimas com essas histórias incríveis


Sabendo seu fatídico estado de saúde o rei do reggae Bob Marley nos brindou com uma canção final tão linda e profunda que nos enche de saudades e alegria por estarmos vivos.
 
1- Redemption Song

O manda chuva dos Beatles, o cara que lutou pela paz e o direito humanos sonhou com um mundo onde não existiria guerra e seu pensamento se tornou o hino da paz. 
 
2 - Imagine

Durante o conflito entre os Estados Unidos e a Inglaterra em Fort McHenry, Francis Scott Key avistou uma bandeira americana ainda tremulando em meio à destruição das tropas americanas e sentiu-se inspirado a escrever um poema. Assim nasceria, no seu retorno à Baltimore, o hino dos Estados Unidos.

3 - Star Spagled Banner

Chico Buarque e tantos outros brasileiros foram perseguidos e muitos morreram durante a época da Ditadura Militar Brasileira e nesse contexto Chico brilhantemente entregou um letra com duplo sentido que refletia bem o que o povo brasileiro estava passando.

4 - cálice

Os filhos de Francisco tiveram que sair de casa para poder correr atrás de um futuro melhor para seus familiares que viviam em extrema pobreza e assim trilharam seus caminhos pelas estradas da vida até conseguirem finalmente voltarem para casa com a missão cumprida.
 
5 -No dia em que eu sai de casa


Essa canção foi criada em uma época muito turbulenta tanto na história dos Estados Unidos, como também, em certa medida, no mundo. Durante os ensaios para o especial de TV daquele ano, Elvis e o diretor Steve Binder conversavam sobre o assassinato de Martin Luther King e neste interim, Binder sentiu que Elvis falava com honestidade sobre a situação que o mundo atravessava, com isso, depois de encerrada a conversa, Binder ligou para Brown, que na época era o compositor da NBC e pediu que ele criasse uma canção com esse tema. 
 
6 - If I can dream


Não é todo mundo que passa pela dor de perder um filho e quem sou eu para dizer alguma coisa sobre isso, mas ouvindo essa canção sentimos algo tocante e realmente profundo e não é para menos Eric Clapton a escreveu para seu recém falecido filho
 
7 - Tears in Heaven


Epitafio é aquela canção que quando toca nos faz pensar sobre a vida e o que estamos fazendo e fizemos com nossa liberdade.
8 - Epitafio

Epístolas paulinas é como são conhecidas o conjunto de cartas do apóstolo Paulo reunidas no Novo Testamento.
Paulo escreveu as epístolas para as comunidades que visitara, pregando e ensinando as máximas cristãs. E Renato Russo usou de uma dessas epístolas para cantar sobre o amor.
9 -  Monte Castelo

A canção relembra o "dia em que a música morreu" — o acidente aéreo ocorrido em 3 de fevereiro de 1959 que tirou as vidas de Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper e do piloto Roger Peterson.

10 - American Pie

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