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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Dicas do Capitão - Jogo para quem curte uma boa dose de mistério e sobrenatural

FICHA TÉCNICA
ITEM REVISADO
Call of Cthulhu
AUTOR
LANÇAMENTO
30 de outubro de 2018
PLATAFORMAS
PlayStation 4 / Xbox One / Nintendo Switch / PC
SINOPSE
1924. Pierce, um detetive particular, foi enviado para investigar a morte da família Hawkins... Entre em um mundo de loucura e terror cósmico. Pistas enigmáticas, figuras sombrias e puro terror estão no seu caminho enquanto você luta para manter a sua sanidade e resolver um mistério de outro mundo.
GÊNERO
RPG/ Survival Horror
PRODUTORA
Cyanide Studio
DISTRIBUIDORA
Focus Home Interactive
Call of Cthulhu foi lançado para PlayStation 4, Xbox OneNintendo Switch e PC. O jogo adapta um RPG de mesmo nome baseado nas obras de H.P. Lovecraft. Somos levados à um mistério mergulhado em misticismo e insanidade, onde não podemos confiar em nada do que vemos. Fazendo jus às obras originais, Call of Cthulhu entrega um grande suspense, onde encontrar a verdade pode nos custar muito caro.

Antes de mais nada, é bom deixar claro para os fãs de Lovecraft que as obras do autor são muito respeitadas. Muito d’O Mito é explorado ao longo do jogo e vemos elementos peculiares das obras “Lovecraftianas“. Desde como a insanidade é tratada, até como a história se desenrola, nos sentimos dentro de um livro do autor.
Embora não seja completamente perfeito a obra encanta muito em seu enredo. Claro, digo “encanta” muito levianamente. Tudo na história é sombrio, feio e distorcido. Não vemos em nenhum momento uma ponta de esperança ou de felicidade. Mesmo quando conseguimos descobrir um pouco mais do mistério, permanecemos em cenários depressivos e visualmente opressores.
Jogamos sob a perspectiva de um detetive particular (Pierce) que aceita o caso da filha de um grande empresário. A mulher, que é pintora, teria morrido em um incêndio com seu marido e filho. A polícia a considerava mentalmente instável e muitos acreditavam que ela causou a morte da família. Pierce parte para a misteriosa ilha de Darkwater para investigar o caso.

Um vasto elenco de coadjuvantes

Durante sua investigação, Pierce conhece os diversos moradores da ilha, descendentes de baleeiros. A história do local é envolta de casos curiosos, alguns deles até milagrosos. Entretanto, a ilha sempre parece opressora e pobre. Vamos prédios e barcos extremamente mal cuidados, lugares sujos e habitantes hostis.
Nas ruas temos várias luminárias verdes, que acabam aumentando a sensação de que algo não está certo com a cidade de Darkwater. Vamos conhecendo aos poucos os moradores de lá, como o oficial Bailey ou Cat, uma contrabandista de bebidas. Cada um deles tem seus próprios objetivos, agendas e suas escolhas vão definir se essas pessoas vão te ajudar ou atrapalhar.
Uma coisa curiosa é que seus supostos aliados vão se alternando de acordo com o que o jogador escolhe. Nos vários encontros possíveis durante o game, são as interações passadas que vão definir a atitude desses personagens para com o jogador. Inclusive, as decisões são o ponto mais importante do título.

A ‘Verdade’ custa caro

Um dos questionamentos que Call of Cthulhu faz à você é se vale a pena descobrir a verdade. A cada nova pista, novos desenvolvimentos da trama, o jogador se depara com alguma força além de sua compreensão. Cada um desses encontros acaba por ter seu preço no psicológico do personagem.
Quanto mais ele aceitar o que ele vê como “verdade”, mas a insanidade vai tomando conta dele. Vemos coisas que não estão ali, eventos que nunca aconteceram, e mesmo assim nos perguntamos se aquilo era real. Pessoas morrem e, de repente, aparecem como se nada tivesse acontecido. Esses eventos bizarros pintam o enredo do jogo e fazem o jogador questionar tudo que vê pela frente.
Todos esses acontecimentos são frutos das escolhas de abordagem do jogador. Claro, existem alguns pontos chave da história que são imutáveis, mas os mais interessantes podem ser alterados. Dependendo da escolha que for feita, novos aliados podem surgir, assim como novos antagonistas. Isso tudo gera uma dinâmica interessante, onde todas as decisões do jogador venham a pesar no final da trama.

As animações de alguns personagens são capazes de te levar à insanidade

Infelizmente, o jogo não é tão próximo da perfeição. Mesmo que alguns visuais impressionem, os modelos do personagem podem arrancar muito da ambientação da história. Em vários momentos todos parecem mecânicos demais, com bocas que mal se mexem e braços extremamente robóticos.
Em suma, para ter como referência, se lembram de como os Power Rangers mexem os braços quando estão falando dentro de seu uniformes? Parece que os residentes de Darkwater amam fazer o mesmo. Constantemente você vai conversar com alguém e a boca mal se mexe com as falas. Além disso, a pessoa com quem está falando parece cercada por mosquitos invisíveis e fica como se constantemente tentando afastar os insetos. Os braços não param e isso incomoda muito.
Definitivamente é uma coisa muito estranha e quebra o clima em momentos tensos. Não foi só uma vez em que uma cena série está acontecendo e as animações ruins me fizeram rir. Quando um jogo depende de sua história e atmosfera, essa é uma falha ainda mais grave.

Afinal, o mistério vale a pena?

Call of Cthulhu traz uma experiência única dentro de um gênero já explorado anteriormente. As temáticas e mecânicas da história criam a atmosfera e a tensão necessária para o sucesso de um título como esse. Se ainda não conhece o universo de Lovecraft e as criaturas extra planares que habitam O Mito, essa é uma excelente porta de entrada. Entretanto, lembrem-se, a verdade custa caro e a insanidade está logo ali a espreita.
“Cthulhu ah ph’nglui fhtagn n’ghftnahh”.


PONTOS POSITIVOS
- Ambientação magnífica
- História bem elaborada
- Adapta muito bem o material base
- Sistema de progressão conciso
PONTOS NEGATIVOS
- Animações deixam muito a desejar
- Vários bugs e glitches que atrapalham um pouco
- Poderia ter mais finais
NOTAS
NOTAS DO EDITOR
GRÁFICO
6.5
SOM
7.0
JOGABILIDADE
7.5
DIVERSÃO
9.0
REPLAY
9.0
EXPERIÊNCIA
8.5
IMERSÃO
9.0

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Pantera Negra e suas belas representações da cultura africana



O primeiro filme da Marvel Studios em 2018 se tornou um dos maiores filmes do estúdio e por se tratar de um filme que se passa na África, com um elenco majoritariamente negro, a Marvel optou por fazer a lição de casa e adaptou roteiro, figurinos e os cabelos dos personagens às culturas africanas.
A figurinista Ruth E. Carter disse ao Mic:
“Essa é a nova diáspora africana. Essa é uma nova forma de mostrar que a África tem uma voz e uma cultura que pode criar identificação. Houve uma época em que ninguém queria se identificar com a África, e sua beleza nunca foi expressada como é hoje e que é o futuro. Sempre foi uma forma de expressar militância ou protesto. E eu acho que, agora, é uma celebração da vida, cor, cultura e arte.”
Já a atriz Lupita Nyong’o, que interpreta Nakia, disse ao site da Reuters:
“A Marvel afeta a cultura popular e, ver essa cultura popular informada com coisas que são de origens africanas e as pessoas saberem disso, é algo poderoso. Espero que isso mude a noção do que é ser africano. Frequentemente vemos a África como um lugar de necessidade e aqui [no longa] é um lugar que você quer ir.”
Pensando nisso, decidimos listar algumas das muitas referências culturais utilizadas pela dupla Ruth E. Carter, figurinista, e Hannah Beachler, designer de produção, que passaram meses pesquisando e fazendo Wakanda ganhar vida.
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7NAMÍBIA

Muitos dos trajes têm um tom de terra vermelho distinto. Isto foi feito estudando as cores usadas pelo povo Himba do noroeste da Namíbia, que é conhecido por aplicar uma pasta ocre vermelha, conhecida como “otjize“, para sua pele e cabelo.


6AFRICA DO SUL E ZIMBÁBUE

Okoye (Danai Gurira), general das Dora Milaje têm roupas com um colar proeminente. Este colar são anéis de pescoço dos Ndebele, que usam anéis de pescoço como parte de sua vestimenta tradicional e como um sinal de riqueza e status.




4LESOTO

Oficialmente Reino do Lesoto; é um pequeno país da África Austral. Um enclave incrustado na África do Sul, montanhoso e sem saída para o mar, o país é o antigo reino da Basutolândia. O cobertor Basotho. Em várias cenas, W’Kabi (Daniel Kaluuya) e outros são mostrados vestindo cobertores basotho em torno de seus pescoços. Embora os cobertores sejam originalmente do povo do Lesoto, os desenhos são similares ao do povo Sesotho. O traje é uma espessa cobertura feita principalmente de lã. Os cobertores são onipresentes em todo o país durante todas as estações, e usado de forma diferente para homens e mulheres.


3GANA

O cachecol Kente de T’Challa (Chadwick Boseman). Este é um tipo de tecido de seda e algodão feito de tiras de pano entrelaçados e é nativo do povo Akan, de Gana. O Kente é o tecido mais apreciado entre todos os tecidos africanos, adotado mundialmente em toda a diáspora desde os anos sessenta, como símbolo de pan-africanismo e identidade afrocentrica. Além disso, continua a ter a mesma importância na vida cultural dos Axanti, seus criadores. A história do Kente esta mesclada com a do Império Axanti e sua corte real baseada em Kumase, dentro da zona florestal de Gana.

2ETIÓPIA

As marcas tribais ritualísticas de Erik Killmonger (Michael B. Jordan), em seu peito, braço e costas, assemelham-se a cicatrizes de tatuagens das tribos Mursi e Surma da Etiópia; bem como os pratos ou discos de lábios, que também são utilizados como forma de modificação cerimonial do corpo. 


1UMA SÓ ÁFRICA

A maquiagem tribal é praticada em muitas tribos africanas. A maquiagem, muitas vezes na forma de pintura facial, é usada por muitas razões diferentes e pode significar muitas coisas, tais como a caça, razões religiosas e tradicionais, fins militares ou até para assustar um inimigo e em Pantera Negra, vemos em muitos personagens, incluindo Shuri (Letitia Wright), a gênio, princesa, “zoera” e irmã de T’Challa.
Forest Whitaker interpreta Shaman Zuri, o líder espiritual de Wakanda. Ele usa mantos ornamentais conhecidos como Agbada. Este é um dos nomes do manto de manga larga usado por homens e mulheres em grande parte da África Ocidental e no Norte da África.  



Os zulus são um povo do sul da África que vive em territórios correspondentes à LesotoSuazilândiaZimbábue, África do Sul e Moçambique. O Chapéu Zulu ou “Isicholos” são tradicionalmente usados por mulheres casadas para celebrações cerimoniais. E a BELÍSSIMA rainha Ramonda (Angela Bassett) usa uma touca distinta que é uma lembrança dos chapéus zulu.


Máscara Igbo. Em uma cena, Erik Killmonger usa uma máscara. As máscaras, conhecidas como Mgbedike, são distinguidas pelo tamanho grande e traços masculinos realçados. Elas são usados nos rituais dos Igbos e são projetadas para contrastar com as dançarinas mulheres, que levam traços mais femininos.



E aí, o que achou de toda essa homenagem em forma de referência ao continente e principalmente ao povo africano?

fonte: https://feededigno.com.br/
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