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quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Legado de Gran Turismo 6: Os frutos da parceria do game com o Instituto Ayrton Senna

fonte: arkade



Em 2013, Gran Turismo 6 foi anunciado e recebemos a notícia de que Ayrton Senna estaria presente no game, na capa, com macacão e um modo exclusivo do piloto, que chegou alguns meses depois. Como o game contou com parceria entre Playstation e Intituto Ayrton Senna, decidimos ir dar uma olhada nos frutos do game, que influenciou a vida de várias crianças assistidas pelo Instituto.
Mais do que um game de corrida, Gran Turismo virou uma enciclopédia para entusiastas da velocidade. E embora tenha sido uma surpresa, não existia outro lugar para Senna voltar a correr senão no sexto game da franquia. Estava presente no dia do anúncio do Playstation 4, em evento promovido pela Sony durante a BGS daquele ano, e vi a reação de todos quando Viviane Senna, irmã do tri-campeão e presidente do IAS, subiu ao palco e anunciou a parceria, com direito a um lendário capacete amarelo com listras verde e azul ao final.
Em novembro, também estive presente no Autódromo Velo Città, local que recebeu o lançamento oficial do game, em evento que contou com a presença de Bruno Senna e vários capacetes lendários, que contam a história do Ayrton: era o capacete da primeira vitória, do tri-campeonato, até o melancólico capacete utilizado na última corrida antes do triste acidente, em primeiro de maio de 1994.

Viviane Senna durante anúncio da parceria IAS-Playstation na BGS 2013.
GT 6 foi lançado, o modo Senna chegou tempos depois e com ele um documentário mostrando um pouco sobre o desenvolvimento da parceria entre SonyKazunori Yamauchi, o criador da série, e o Instituto Ayrton Senna, que recebeu bons frutos e foi apresentado no vídeo, com os projetos que buscam melhorar a situação da educação de milhares de crianças e jovens do nosso país. Mas… e o legado? O que de fato o game trouxe de benefícios para estes estudantes, que recebem todo o apoio e estrutura do Instituto?
Fomos procurar então, o Instituto Ayrton Senna, para conferir o que de fato aconteceu entre a parceria e o que os alunos assistidos pela organização ganharam.

Barbara Robles – “Comprar o game contribui com o presente e o futuro do país”

Conversamos com Barbara Robles, gerente de Licenciamento Ayrton Senna do Instituto Ayrton Senna, que além de nos contar alguns detalhes do game, também explicou sobre os benefícios da parceria, e nos respondeu a perguntas sobre o futuro, se novas parcerias poderiam ser trabalhadas de maneira semelhante a Gran Turismo 6.

Arkade – O que o Instituto Ayrton Senna pode falar sobre a parceria envolvendo o Gran Turismo 6, em 2013, e qual o impacto que a parceria trouxe de positivo na vida das crianças assistidas pela organização?
Barbara Robles
– Há dois pontos positivos nessa parceria. O primeiro é manter vivos o legado e a imagem de Ayrton Senna, inclusive para as novas gerações, que não tiveram a oportunidade de ver o piloto em ação nas pistas. O game leva aos aficionados os valores do tricampeão mundial de Fórmula 1, como superação, determinação e motivação, que fizeram dele um exemplo para todos e ídolo internacional.
Além disso, a verba arrecadada com produtos licenciados da marca Ayrton Senna é direcionada ao Instituto Ayrton Senna, que beneficia anualmente 1,8 milhão de crianças e jovens em todas as regiões do Brasil, com educação pública de qualidade. Ou seja, quem compra o game está contribuindo diretamente com o presente e o futuro do País.
Arkade – Poderia nos explicar como o game ajudou de maneira mais direta no Instituto e em seus projetos?
Barbara
 – Como disse na resposta anterior, as soluções educacionais do Instituto Ayrton Senna beneficiam anualmente 1,8 milhão de estudantes da rede pública. Para custear nosso trabalho, que não recebe recursos governamentais, contamos com parceiros da iniciativa privada, e o PlayStation, por meio do Gran Turismo 6, é um dos nossos grandes aliados. Sem esses parceiros jamais conseguiríamos ter sucesso nessa batalha diária para levar educação de qualidade a crianças e jovens de todas as partes do País.
O trabalho do Instituto Ayrton Senna, que tem mais de 20 anos de história, consiste em  pesquisar e produzir novos conhecimentos em pedagogia, gestão educacional e avaliação de impacto, e os transformar em soluções educacionais inovadoras que são levadas para as redes públicas, nos ensinos fundamental e médio, em larga escala. Além dos alunos beneficiados, formamos em serviço, todos os anos, 65 mil educadores em cerca de 700 municípios de 19 Estados.

Arkade – Em forma de balanço, como o Instituto sentiu a reação do público com o game, mais especificamente com o modo Senna e o documentário que é desbloqueado ao terminar os desafios, que apresenta a história de pessoas que tiveram suas vidas mudadas com o Instituto?
Barbara– A reação é sempre muito positiva, pois Ayrton Senna é uma figura inspiradora mesmo para quem não vivenciou suas vitórias nas pistas, e ter a oportunidade de controlar os carros históricos guiados pelo nosso tricampeão é sempre algo muito especial. E mais emocionante ainda é poder ver a história de crianças e jovens que tiveram suas vidas transformadas por meio do trabalho do Instituto Ayrton Senna. O que ouvimos dos fãs é que Ayrton Senna foi um homem ainda maior que o piloto, pois deixou um legado que contribui para mudar a realidade do Brasil.
Arkade – Gran Turismo é um game jogado “em longo prazo”, com fãs que mesmo com consoles e jogos mais modernos, se dedicam exclusivamente ao título. Vocês ainda percebem frutos da parceria hoje, mesmo com quase três anos de lançamento do jogo?
Barbara– Sim, afinal não é todo dia que se lança um game com Ayrton Senna. Ele é a maior referência para quem gosta de velocidade. Então, certamente sentimos que é um game com “prazo de validade” maior do que outros do mesmo gênero.
Não é um desafio fácil correr com os carros que o Ayrton Senna pilotou no Gran Turismo. Quem joga pode ter noção do quanto os carros daquela época eram “pesados” e difíceis de dirigir. Tentar bater os tempos que ele fez nas pistas com aqueles carros é um desafio e tanto. Não é uma tarefa fácil, mas com certeza os fãs do jogo se dedicam a conquistá-los.
Arkade – E qual foi o grande desafio, já que tanto o Senna quanto a Fórmula 1 é um festival de licenciamentos e marcas, que às vezes acabam por atrasar iniciativas desta grandeza?
Barbara– Acho que o grande desafio foi cuidar para que a imagem de Ayrton Senna tivesse o merecido destaque no game. Aliás, esse normalmente é um desafio de todas as nossas parcerias de licenciamento. Os fãs de Ayrton Senna que compram produtos da marca sempre querem algo de excelência, pois é essa imagem que o piloto passa. Ou seja, posso dizer que nossos produtos sempre têm que estar perto da perfeição, e com o Gran Turismo, que é referência de games de automobilismo, tenho certeza de que atingimos este objetivo.
Arkade- Gran Turismo 6 foi um sucesso e o conteúdo do Ayrton, idem. Com esta experiência, o Instituto considera a possibilidade de fazer novas parcerias com games, mesmo algum que não seja necessariamente de corrida, mas que poderia oferecer benefícios aos projetos do Instituto?
Barbara– Com certeza. Nós, do Instituto Ayrton Senna, estamos sempre atentos às parcerias, com marcas confiáveis que possam contribuir para nosso propósito. Em 2015, firmamos uma parceria com a Rovio, que criou “Angry Birds Go!” com um personagem em homenagem a Ayrton Senna. Outro exemplo mais recente é nossa parceria com a Click Jogos, do grupo NZN, que desde abril disponibiliza uma página exclusiva do Senninha com games do personagem dentro do portal. Ao todo, são oito jogos para crianças de 3 a 8 anos de idade, que podem ser jogados pelo computador, tablet ou celular.
Arkade – O Senninha, que é uma marca interessante e poderia ser explorada no universo dos games, conta com planos para ganhar um game no futuro? Um game colorido, com ação do tipo Mario Kart e apresentando a história do Senna em forma de desenho seria algo legal de se jogar…
Barbara– Estamos sempre em buscas de parcerias com a marca Senninha, que aliás tem se mostrado muito forte no mercado. O personagem existe há 22 anos e é muito querido pelo público. Pela primeira vez, ele conta com animação em TV aberta e fechada – a animação ZUPT! COM SENNINHA está na Discovery Kids e TV Cultura, o que impulsiona a marca e traz força para os licenciamentos. Então, é claro que isso está sim nos nossos planos.

Rodrigo França – “As histórias de Senna renderiam um ótimo game”

E também falamos com Rodrigo França, jornalista e apresentador do canal do Youtube Senna TV, que traz convidados para conversarem sobre vários temas, além de compartilharem suas experiências e inspirações com Ayrton Senna.
Arkade – Você jogou o Gran Turismo 6? Com a resposta sendo sim, como foi poder controlar o Senna nos games depois de tanto tempo?
Rodrigo França – Sim, e realmente foi algo especial controlar o carro do Senna depois de tanto tempo, até porque minha geração é justamente a do Super Monaco GP, cuja sequência era justamente o jogo que teve a consultoria do piloto (Ayrton Sennas’s Super Monaco GP). Quando joguei a primeira vez, lembrei muito de minha infância – queria eu ter novamente 12 anos e jogar com estes gráficos no GT6!!!
Arkade – Na sua opinião, o que o game precisou fazer para não apenas “colocar o Senna lá” no jogo, oferecendo também um pouco da história dele, mas sem ficar com “cara de livro”?
Rodrigo – Acho que o desafio Ayrton Senna tem, além dos slides e histórias do Senna, um fator bastante desafiador aos jogadores, já que é bem difícil chegar nos tempos que o Senna atingiu – e o mais legal é que se tratam de fatos que ocorreram, como o recorde em Monza com a Lotus 85 logo em seu primeiro ano na pista italiana! Acho bacana que tenha também as fases do kart e do F-3, mostrando a evolução das fases de um piloto – não só do Senna, mas todos os grandes ídolos que chegaram na F-1
Arkade – O game conseguiu trazer a sensação de “ser Senna” e resgatar partes da memória do Ayrton?
Rodrigo – Sem dúvida conseguiu resgatar a memória dele e tem coisas até bacanas, como você controlar outros carros com o uniforme do Senna, criando imagens bem diferentes – fiz a Sunday Cup com o Senna pilotando um Honda básico (o primeiro carro que o jogo te oferece)! É no mínimo inusitado – e tem tudo a ver com o Senna, que em sua carreira sempre acelerou carros das categorias mais diferentes. Tem uma corrida bem famosa que ele inclusive venceu em Nurburgring em 1984 competindo com carros de turismo (Mercedes) e vencendo diversos campeões mundiais – mesmo sendo na época um estreante na F-1.
Arkade – Você acha que esta experiência poderia ser ampliada em um game no futuro? Ou mesmo um game solo do Senna, com muitas informações sobre a história e o legado do Ayrton?
Rodrigo – Torço para que esta experiência seja ampliada e certamente as histórias do Senna renderiam um ótimo game.

O futuro dos games pode caminhar com o futuro dos projetos sociais


A parceria Playstation-Gran Turismo-Instituto Ayrton Senna com certeza trouxe muitos benefícios, tanto no caráter comercial, com um game bem feito e que mesmo sendo de uma geração já ultrapassada, ainda conta com adeptos que disputam partidas diariamente, quanto no quesito social, já que o sucesso do game colaborou de maneira eficaz nos projetos mantidos pelo Instituto e que ajudam milhares de estudantes pelo país.
A lição, ao observar anos depois os frutos do projeto, é ver como games e projetos sociais podem andar juntos, oferecendo mais além do que a diversão, mas usar da influência positiva de títulos de sucesso, seja AAA ou indie, para ajudar aqueles que precisam.
E sim, esperamos um novo game “solo” de Ayrton Senna. Queremos tentar reproduzir o show na chuva de Monaco em 1984, as disputas com Alain Prost e o GP Brasil de 1993. Vai valer a pena!
Imagens: Estúdio Euka / Instituto Ayrton Senna
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Smartphone: qual a idade ideal para as crianças terem seu próprio celular?

 fonte: canaldoensino

Olá, Marujos!

O smartphone é um item indispensável para os adultos, todos precisam ter um ou pelo menos é o que o mundo de hojepede para nós, mas e as crianças, será que elas precisam desse aparelho e qual a idade certa para se ter um? Muitos pais têm essa dúvida, até porque o aparelho celular é algo novo e nenhuma pessoa que hoje é pai ou mãe teve acesso a essa tecnologia na infância.
Como é algo novo e os pais não tem experiência com isso, não sabem como lidar e o que fazer, mas vamos te ajudar, mostrando qual a melhor idade para uma criança ter seu próprio celular e acabar com essa grande dúvida.
Para começar você precisa pensar na utilidade do aparelho na vida dos pequenos. Com uma certa idade a criança usa o celular apenas para brincar, elas não tem essa necessidade de ligar para alguém ou para os pais. As crianças não saem desacompanhadas, portanto seria uma serventia quase inútil do celular. A primeira coisa que deve se pensar é nessa utilidade, será que seu filho de 4 anos precisa de um celular? Ele vai usar? Ele precisa te ligar?
Provavelmente ele não vai precisar, por isso pense nessa utilidade, se eles querem brincar existem muitas outras possibilidades, você pode emprestar o seu, pode comprar um brinquedo diferente e divertido para ele. O vídeo game é uma boa opção, pois existem jogos educativos para todas as idades e as crianças curtem muitos jogos eletrônicos. Uma outra opção é o tablet, onde você encontra aparelhos baratos que satisfazem o desejo da criança.
O indicado é jamais dar um celular apenas porque seu filho quer, o aparelho celular é algo útil para as pessoas, não só de brinquedo. É importante explicar isso ao seu filho, não importa se o colega da escola tem um smartphone, seu filho não precisa ter só por isso. As crianças muitas vezes usam o “todo mundo tem” para convencer os pais, mas não é verdade, a maioria das crianças entre 5 e 9 anos não possui um aparelho celular, apenas 14% nessa idade tem um aparelho celular, segundo pesquisas.
Qual a idade ideal

A idade ideal para ganhar um celular varia muito, isso vai depender de muitos fatores, quem precisa avaliar tudo isso são os pais. Você pode dar o aparelho quando a criança mostrar que realmente é necessário ter um, quando ela se mostrar responsável, quando a criança já está maior e tem uma vida social mais intensa.
Não existe a idade ideal, a verdade é essa. Muitas vezes uma criança de 9 anos já precisa de um celular porque os pais deixam na escola e ela precisa ligar para eles, ou a criança já sai sozinha com os amigos e precisa se comunicar com os pais e, muitas vezes, uma criança de 12 anos ainda não precisa do celular e não mostra necessidade.
Uma idade que geralmente as crianças começam a apresentar a necessidade de ter o aparelho é por volta dos 12 ou 13 anos de idade. Nossa dica nesse momento é comprar um aparelho mais barato e pré-pago. É interessante também dar uma mesada e deixar que eles administrem os créditos, isso é importante e já ajuda em diversas coisas.
Se você optar por dar um celular de presente para seu filho que é ainda bem novo, o que você deve fazer é supervisionar. Com os smartphones as crianças estão conectadas no mundo, elas tem acesso a internet, redes sociais e muitas outros sites, por isso você precisa vigiar e ver o que ele anda fazendo. Essa é uma forma muito importante no controle dos pais.
Por último devemos lembrar que os aparelhos móveis são muito visados por ladrões, é importante pensar também no risco que seu filho pode estar correndo em possuir um aparelho sendo tão novo. O problema não é roubar e perder o aparelho, mas sim a situação que você pode expor a criança. É importante ficar atento a isso e evitar ao máximo situações assim. Se seu filho tem um celular, não deixe que ele saia com ele na mão por ai e, ensine que é preciso ficar atento a todo momento.
No final quem vai e pode tomar a decisão é você, só não deixe ser levado pela influência do seu filho. 
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sábado, 21 de novembro de 2015

18 Quadrinhos Contundentes Para Entender Por que Colocar uma Criança em uma Escola Tradicional é um Desastre PARTE 1

1. A Escola como a conhecemos é uma estratégia de instrução em massa.

A ideia é otimizar a produção e reduzir os custos.
Apenas um funcionário para um bando de aluno.
Funciona bem para produzir clipes de papel ou automóveis. Mas seres humanos não são clipes de papel nem automóveis.
Tratar pessoas como coisas já é, em si, uma forma de violência.
Não tem como fazer bem para a vida emocional de uma criança novinha, em formação, ser inserida em um sistema que, para funcionar, supõe que ela não é diferente de um objeto.
A criança vira aluno. E alunos viram números.
A Escola lança as bases para vivermos em um mundo em que pessoas são tratadas como coisas, e coisas têm mais valor que pessoas.






2. A instrução em massa opera pela lógica da homogeneização.

Agrupamos crianças por idade, séries e classes.
Obrigamos as crianças a estudar os mesmos tópicos ao mesmo tempo, no mesmo ritmo. A fazer os mesmos exames e dar as mesmas respostas.
Depois de passarem pelo longo processo de escolarização, elas ficam treinadas para valorizar os iguais. E sentem medo e intolerância diante de quem é diferente.
O que também acontece em igrejas e quartéis, por exemplo.
E assim — por não aprendermos a conviver com o diferente — se produzem as variadas formas contemporâneas de violência, como o bullying, o racismo, a misoginia, a homofobia, a xenofobia, os Bolsonaros, Cunhas, Malafaias, Olavos e Felicianos.





3. Para crianças saudáveis, o confinamento e as rotinas escolares são uma violência.

O protesto é sinal de saúde. Todo organismo saudável rejeita espontaneamente o que não faz bem.
Quando um adulto desqualifica o protesto afirmando que isso tudo é necessário, que não tem jeito, o mundo é assim mesmo e coisas do gênero, não se trata de ponderação, mas de cinismo.
Ou de identificação com o agressor: O adulto adota o discurso de quem o violentou.
Ou de uma expressão de ódio deslocada para a criança: Eu passei por isso, agora você vai ter que passar também!
Mas a vida já carrega uma dose mais do que suficiente de sofrimento e exigências com que cada um de nós vai ter de aprender a lidar para amadurecer.
A gente não precisa do gigantesco arsenal adicional de cobranças e frustrações (perfeitamente evitáveis) que a Escola impõe.





4. A Escola pretende preparar o ser humano para a vida e o mundo.

Como?
Retirando a criança da vida e do mundo. (!)
Depositando ela em um ambiente artificial e estéril (a sala de aula).
Trancando a porta.
E tratando todo movimento da criança em direção à vida e ao mundo como desvio e distração — passíveis de punição.





5. Toda criança saudável chega ao mundo com um graaaande coração.

É só observar um ser de fraldas.
Amorosa, compassiva, criativa, espontânea, ousada, curiosa, arrojada, vibrante, íntegra, generosa, empreendedora, interessada, divertida, corajosa, cheia de energia.
Aí começa a conviver com adultos escolarizados. E a frequentar a escola. E a ser bombardeada com mensagens publicitárias, que insistem que ela não é boa o suficiente. Que ela precisa de mais, mais, mais.
E o coração vai murchando, fica contraído, rígido, apertado. Doído.
Às vezes, até para de bater.





6. À Escola Tradicional só interessa uma quantidade limitada de talentos humanos.

É uma verdadeira tragédia.
Talentos e paixões massacrados pelo tribunal do Saber Formal — associado aos imperativos do Mercado.
Silenciados.
Seres com potenciais extraordinários atrofiados, convencidos de que não têm valor.
Auto-estima destruída. Geralmente, pelo resto da vida.





7. Pessoas escolarizadas vivem uma desconexão entre a realidade e ‘mapas’ da realidade.

E mal percebem a contradição.
Passam a vida se preparando por meio de livros, programas, manuais, cursos e instruções. Fazendo planos.
Habitam estreitos mundos mentais, enquanto a vida vibra — e passa — em algum outro lugar.
Não à toa. Foram treinadas desde cedo para terem medo da vida e se refugiarem nos pensamentos.





8. A Escola é uma máquina de ajustamento.

Esta ficou conhecida como a tirinha mais triste de todos os tempos.
Eu concordo.
Me contaram que não foi Bill Watterson quem a desenhou. Aparentemente, foi um fã.
A necessidade de ajustamento ao sistema é brutal.
Desvios não são tolerados.
A criança começa a ser medicada pelos adultos quando apresenta sintomas de… infância.
Construímos coletivamente um mundo cujo bom funcionamento transforma a infância em transtorno.



“Para uma seleção justa, todos deverão realizar o mesmo exame: por favor, subam naquela árvore.”
 
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