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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um compilado de entrevistas com Eddie Van Halen

 "Então, depois de duas, três horas, Deus diz: 'Ok, ele está preparado, irei lhe jogar um osso'. E Deus tem um senso de humor também, pois as vezes ele me dá algumas merdas, não gosto de tudo o que faço".



Spinner.com: Você não começou tocando guitarra, ou começou?
Eddie Van Halen: "Eu nunca tive aulas de guitarra. Tive aulas de piano quando tinha 6 anos e vivia na Holanda. Quando viemos para a América era algo típico, exceto pelo fato de que eu era realmente bom nisso, assim como meu irmão. O Colégio na cidade de Long Beach tinha uma competição, era um recital de piano e eu venci três vezes seguidas. Mas então eu parei de tocar piano por uma razão: fui forçado a fazer isso [tocar piano] e eu não podia tocar o que eu queria, e isso não era divertido. Então me rebelei e comprei para mim um kit de bateria, e meu irmão, que tinha parado de tocar piano também, começou a tocar guitarra. Bem, Alex começou a tocar minha bateria e ele era bem melhor do que eu, então eu disse: 'Ok, foda-se, eu irei tocar sua guitarra'".
Spinner.com: Fale um pouco sobre suas técnicas de gravação e composição.
Eddie Van Halen: "Levo em torno de uma boa hora para esticar meus dedos, e eu sempre deixo a fita com o material rolando ao fundo, ou um cassette, algo do tipo. Depois de duas horas e meia, três horas, então entro em uma zona que estou reaprendendo a encontrar depois que parei de beber. Quando eu bebia chegava lá mais rápido. É um tipo de zona onde você não está pensando, onde você está apenas aberto para tudo, e eu acredito que quando você toca o bastante tem a possibilidade de executar com seus dedos qualquer coisa que Deus dê a você, e Deus não irá lhe dar nada se você não praticar ou tocar. Então, depois de duas, três horas, Deus diz: 'Ok, ele está preparado, irei lhe jogar um osso'. E Deus tem um senso de humor também, pois as vezes ele me dá algumas merdas, não gosto de tudo o que faço".
Spinner.com: Acho que todo compositor sempre atinge alguns momentos onde sabe que chegou em algo realmente especial. Quais são alguns destes momentos para você?
Eddie Van Halen: "É como 'Jump': esse foi nosso single nº 1, e acredite ou não, eu construí meu estúdio para colocar esta música em nosso disco pois todos odiaram-na, e a mesma coisa aconteceu com 'Right Now'. Alex e eu gravamos toda a coisa certos de que as pessoas não queriam fazer parte disto, então ela vence um Grammy e um MTV Award para o Vídeo do Ano, e de repente é como: 'Ei, sim, ótimo!' Mas fazer a pessoa cantar a maldita música foi como arrancar os dentes. Tem algumas coisas pelas quais eu luto pois eu escrevo todas as músicas, então eu acho que eu tenho um pouco a dizer sobre como as coisas devem ser feitas. Eu não sou um tirano, como a maioria das pessoas pensam. Eu apenas espero que outras pessoas, se você estiver nesta banda, trabalhem tão duro quanto eu trabalho".

CG- Já que estamos falando em solos, aquele que você compôs para "Beat It", do Michael Jackson, é considerado um dos momentos mais brilhantes da sua carreira. Você concorda com isso? Você poderia nos contar um pouco a respeito dessa gravação?
Eddie - Sim, eu também acho isso. Me lembro perfeitamente da liberdade com que Quincy Jones (produtor do referido disco) me deixou no estúdio, não estabelecendo nenhum tipo de regra ou orientação sobre o que eu deveria fazer naquela música. Acabei fazendo esse solo como que um teste e ele acabou valendo. Só que o técnico de som teve um trabalho imenso para editar a música em função dele, pois ali a coisa funcionava com uma base-guia ‘qualquer nota’ e o vocal do Michael. Todo o restante foi composto pacientemente nos meses seguintes.

CG- Como surgiu "Eruption"? ‘Guitarristicamente’ falando, ela é, na minha opinião, a mais revolucionária peça musical de todos os tempos.
Eddie: Gostei do termo ‘peça musical’ (risos)... Foi a primeira coisa que compus na afinação em G (Sol) aberto, mas apenas como um exercício de aquecimento. Uma noite, estávamos no estúdio gravando nosso primeiro disco quando comecei a tocá-la, de brincadeira. Nosso produtor, Ted Templeman, ficou tão surpreso com aquilo que exigiu que eu gravasse. O pior é que eu nem sabia tocar aquilo direito...

(incrédulo) Desculpe, mas eu acho que não entendi direito...

CG- Você disse que não sabia tocar "Eruption" de uma maneira correta?
Eddie: (com muita simplicidade) É. Se você e seus leitores prestarem atenção, há um pequenino erro no finalzinho dela. Se Ted tivesse me dado mais tempo, eu a teria gravado de uma maneira melhor. Aliás, nosso tempo de estúdio era tão curto que o primeiro disco foi gravado praticamente ‘ao vivo’ lá dentro. For Unlawful Carnal Knowledge demorou um ano para ser gravado, enquanto Balance foi escrito e gravado em quatro meses, principalmente pelo bom trabalho do produtor Bruce Fairbairn. Aliás, acho que o principal papel do bom produtor é criar um astral legal no estúdio.

CG -Como funcionava o seu processo de composição naquela época?
Eddie - A maioria das músicas dos três primeiros discos surgiram de idéias que eu tinha na hora de dormir. E das jams que eu fazia com meu irmão. Depois, levava a espinha dorsal dos arranjos para o restante do grupo. A melhor maneira de compor é aquela em que você se livra de todos os pré-conceitos com relação ao formato do que deve ser uma música. Eu nunca consegui sentar no estúdio e dizer para mim mesmo "agora vou compor uma canção!". Na única vez em que fiz isso, compus "Amsterdam" (do disco Balance), música da qual não sinto muito orgulho


RollingStone: Sua maior inovação foi o two-handed tapping – usar as duas mão para digitar notas simultaneamente. De onde você tirou essa idéia? [Nota: "two-hand tapping" é a técnica popularizada por Eddie de ferir as notas no braço da guitarra com ambas as mãos "martelando" as cordas com os dedos nos fretes].

Eddie Van Halen: "Eu estava assistindo Jimmy Page fazendo (canta um lick de guitarra), desse jeito, com uma mão, em 'Hearbreaker'. Eu pensei, 'eu posso tocar desse jeito, e você não saberia se eu estou usando esse dedo (aponta para a mão esquerda) ou esse aqui (mostra a mão direita). Mas se você mover a mão um pouco alguém dirá “você tem uma grande mão aí, amigo. Essa é uma grande abertura!”

RollingStone: Esse se tornou o som mais imitado no Hard Rock.

Eddie Van Halen: "Bom, não me culpe. Não é minha culpa. O tapping tem sido parte de meu modo de tocar desde mais ou menos 1972. No início, meu irmão me dizia para me virar no palco para que ninguém pudesse ver o que eu estava fazendo enquanto não lançássemos um álbum".

RollingStone: As pessoas pensavam que você era um guitarrista de Marte ou algo do tipo ?

Eddie Van Halen: "Eu me lembro há muito tempo atrás estávamos tocando e alguém nos disse 'A&M Records está aqui para ver vocês, rapazes'. Era Herb Alpert. Eu o encontrei depois e ele veio falar comigo. Ele disse: 'um dos maiores erros que eu já cometi foi deixar vocês passarem'. Eu respondi, 'eu me lembro exatamente o que você disse também. Você disse que o guitarrista era muito psicodélico e com muita energia sem controle'. Eu perguntei para ele o motivo, e ele respondeu: 'eu não entendia que diabos você estava fazendo porque era tão fora do comum'. Aquilo não fazia nenhum sentido para ele".



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sábado, 14 de junho de 2014

Como algumas lendas do Rock estariam hoje

O mundo vêm celebrando mitos ao passar das décadas. A maldição infeliz de ser uma celebridade, às vezes toma um rumo diferente que o que a maioria da população imagina. Alguns artistas desfrutaram de um estilo de vida destrutivo, enquanto outros sofrem as conseqüências de eventos infelizes. Em suma, alguns dos artistas mais lendárias do mundo nunca tiveram o prazer de experimentar o conforto da velhice.
Estou certo de que a maioria de nós em algum momento imaginou alguns desses artistas lendários tornando-se aos seus anos dourados, e se perguntou o que teria parecido. Felizmente para nós a tecnologia avançou tanto que podemos tomar que a imaginação e colocá-lo em um pedaço de papel para que todos possam desfrutar. Um desses esforços vem da Sachs Media Group, e é um exemplo de como a tecnologia primitiva pode ser usado para trazer a vida a pessoas que tiveram que nós deixar de maneira tão inesperada.
Em colaboração com a restauração de fotos e manipulação a empresa Phojoe, Sachs Media Group decidiu trazer para a vida alguns dos artistas mais lendárias do mundo para celebrar a sua grandeza e criatividade mais uma vez. O projeto foi para a frente, no entanto, não foi tão fácil como você pode iamginar. Com a ajuda de fotografias antigas, uma grande quantidade de poder de computação e um pouco de criatividade e imaginação, eles foram capazes de trazer para a vida de Elvis Presley, Kurt Cobain, Bob Marley, Jimi Hendrix, John Lennon, Jim Morrison e muito mais .








fonte: http://www.bitrebels.com/entertainment/12-legendary-artists-look-like-today/
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