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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Bandas/Artistas que todos deveriam conhecer – RORY GALLAGHER

 






Adoro a sonoridade das décadas de 50, 60 e 70 e um dos meus passatempos é pesquisar o que foi produzido neste período. E a cada pesquisa encontro mais e mais tesouros.

Em uma das minhas pesquisas fui enfeitiçado pelo som de um Guitarrista, Compositor e Mult-Instrumentista. Um Irlandês chamado Rory Gallagher.

Sim, mais uma contribuição da Irlanda para a música eu que gostaria que vocês conhecessem. O primeiro foi o Thin Lizzy e leio sobre aqui.

Porque você deveria ouvir Rory Gallagher?
Bem, poderíamos ressaltar que:

# Ele foi cogitado a substituir Eric Clapton quando o Cream acabou. (Se você não conhece o Cream clic aqui.)

# Os Rolling Stones o queriam como guitarristas e ele chegou a gravar algumas músicas com ele.

# Hendrix o considerava um dos melhores guitarrista do mundo.

# Foi cogitado para substituir Ritchie Blackmore no Deep Purple.

# Ele colaborou com Jerry Lee Lewis e Muddy Waters em suas London Sessions.

# Rory influenciou e é reverenciado por Brian May (Queen), The Edge (U2), Janick (Iron Maiden), Glenn Tipton (Judas Priest), Vivian Campbell (Def Leppard), Gary Moore e Joe Bonamassa.

# Ele foi classificado como 42º dos 50 melhores guitarristas de todos os tempos segundo o site Gibson.com. e 57º dos 100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos segundo a Revista Rolling Stone.

Depois de todos estes motivos vamos saber um poucos de sua história.

Rory Gallagher (2/3/1948-14/6/1995) nasceu na Irlanda em Ballyshannon. Ganhou a sua primeira guitarra (violão) aos 9 ano e foi iniciado na música por seus pais. Aos 15 anos (1961) comprou a sua Fender Stratocaster (instrumento que ficou associado a sua imagem).

Stratocaster de Gallagher em exposição em Dublin em 2007
Uma escultura de bronze em tamanho natural na forma de Stratocaster de Gallagher em Rory Gallagher Canto em Dublin Temple Bar.
Ele cresceu ouvindo radio e foi influenciado pelo Blues e Rock ouvindo Lonnie Donegan, Buddy Holly, Eddie Cochran, Muddy Waters entre outros.

Aprendeu a tocar Slide sozinho e ao longo dos anos aprendeu a tocar outro instrumentos como Baixo, Bandolim, Saxofone e Gaita Harmônica. Se apresentou em shows de talento e tocou em bandas na escola e em 1963 excursionou pela Irlanda e Reino Unido com a Banda Fontana Show Band. O grupo muda de no (The Impacts) e fazem shows em uma base norte-americana em Madri (Espanha). Com o fim da The Impacts ele forma a banda Taste (aos 18 anos).


Taste
A  banda Taste é um power trio formado por Gallagher (vocal e guitarra), Eric Kitteringham (baixo) e Norman Damery (bateria). O som da banda é Blues e R&B e em 1968 ganha novos integrantes (Richard McCracken, baixo e John Wilson, bateria). Neste mesmo ano ele abrem o show de despedida do Cream no Royal Albert Hall (Junto com o YES) e excursionam com  Blind Faith em sua turnê norte-americana (como a banda de abertura dos shows).

Em 1969 ele lançam seu primeiro álbum de estúdio Taste.


Escute o disco.

Em 1970 lançam o On The Boards.
Álbum influenciado pelo Jazz e Rory tocando Saxofone
Escute o disco.

Em 1970 a banda participa do Festival da Ilha de Wight, ao lado do The Who e Jimi Hendrix e no mesmo ano excursiona pela Europa e mais tarde Gallagher dispensa a banda e parte em sua carreira solo.

Confira uma performance ao vivo da Taste (Bilzen Jazz Festival 22.08.1969).


Carreira Solo

Após o desmembramento da Taste, Gallagher excursionou em seu próprio nome (a banda era formada por Garry McAvoy no baixo e Wilgar Campbell na bateria). Mais tarde entra Lou Martin nos teclados.






Na decada de 1970 produziu dez álbuns incluindo o Live in Europe (ganhou disco de platina) e Post Irish '74. Em 1971 ele lançou o disco chamado Deuce e foi eleito o Músico do Ano pela Melody Maker (ganhando de Eric Clapton).






Rory ao longo de sua carreira lançou vários discos e conquistou seu espaço como um grande guitarrista. Sempre alegre e simples (sempre usava jeans e camisa de flanela) nunca trocou a sua guitarra e não usava pedais (plugava sua guitarra direto no amplificador).

Sobre a sua fender de segunda mão ele falou uma vez:
"Trocar para que se ela sempre foi a minha companheira? Em time que esta ganhando não se mexe, não é assim o ditado? Eu fico com a minha Fender mesmo"

Ele sempre gostou de tocar para um público. Leia uma de suas declarações:

"Eu amo tocar para o povo. O público significa muito para mim. Não é uma coisa vazia. Eu amo gravar também, mas preciso de um contato regular e frequente com o público, porque ele me dá energia!!!"

E não gostava de ensaiar os solos de suas canções. Leia outra declaração dele

"O improviso é muito importante para mim porque depois de vários shows tocando o mesmo repertório você fica enjoado e quer dar um colorido novo para a canção. Como sempre trabalhei com músicos competentes e minhas formações eram estáveis, facilitava. O que eu pensava, Rod, Gerry e Lou acompanhavam, sem atravessar a melodia."


Infelizmente, depois de 16 álbuns gravados, muitos shows e grande reconhecimento dentro da comunidade musical, Rory Gallagher faleceu em 14 de julho de 1995, depois de contrair uma infecção hospitalar, quando se recuperava de uma cirurgia de transplante de fígado.

Cientes de seu legado muitos artistas se pronunciaram lamentado a sua morte

Bono (U2): “Rory foi um dos grandes guitarristas de todos os tempos e um grande cavalheiro, uma pessoa muito simples.”

Van Morrison: "Era um músico monstruoso. Não tínhamos muito contato, mas sempre acompanhei sua carreira. Foi uma morte triste."

Bob Geldof: "Minha geração aprendeu a odiar o que era velho, talvez porque não sabíamos tocar bem, já que éramos punks. Mas Rory sempre teve grande prestígio na Irlanda e no resto da Europa, além de ser uma pessoa muito simpática. Fiquei triste quando soube que ele morreu."

Em seu enterro, pelas ruas de Cork, cidade irlandesa, Rory foi reverenciado por uma multidão. Rory Gallagher pôs a Irlanda no mapa da música rock mundial, foi um dos grandes guitarristas do rock e do blues.

Em 2 de junho de 2010, uma estátua de bronze em tamanho natural de Gallagher foi revelado no centro da cidade de Ballyshannon. Um Festival de Blues é realizado em sua honra, no mesmo local.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Machine Head - Obra prima do Deep Purple



 
O álbum “MACHINE HEAD” lançado em 1972 da banda DEEP PURPLE é a obra prima escultural da genialidade do homem, do seu valor, de seu desejo de ser completo. Álbum este composto por IAN GILLAN vocal; ROGER GLOVER baixo; RITCHIE BLACKMORE guitarra; JON LORD teclados e IAN PAICE bateria. A propensão tangível da cabeça do homem em ascensão está definida neste ato. É a fase mais hard rock da banda e a minha preferida, fase esta que explora dignamente todos os seus membros e suas respectivas funções, para nos apresentar o que é rock and roll. Este registro é responsável pela minha educação musical, sou grato a estes caras para a eternidade.
Acompanhe este carro movido à gasolina hard rock porque a música de abertura do álbum irá fazê-lo seguir e seguir por esta estrada sonora impecável, “HIGHWAY STAR” abre essa obra clássica. GLOVER fazendo a introdução juntamente com a guitarra cortante de BLACKMORE, surgindo à base poderosa da guitarra conectada com as marcações dos teclados, GILLAN salientando seus gritos fantásticos e quando PAICE dá aquela virada na bateria e o vocal magistralmente assume o controle é simplesmente de arrepiar. Os efeitos da guitarra criando um clima gradual que sucede o solo singular de LORD que o mesmo concebe de maneira sublime. O ponto alto da música é o solo de BLACKMORE um dos melhores da história do rock, único.
“MAYBE I’M A LEO” o baixo Rickenbacker de GLOVER dita à regra com um blues recheado de groove. Sua audição prazerosa atinge uma sensibilidade envolvente. O vocal de GILLAN bem engajado, os duelos solistas de BLACKMORE e LORD alinhados e a bateria de PAICE o grande destaque da música.
“PICTURES OF HOME” está música é uma obra de arte. Sua abertura na bateria traçando os caminhos para os acordes refinados da guitarra são fascinantes e no transcorrer da canção seus membros nos presenteiam com suas performances ajustadas e de primeiro padrão. O solo de BLACKMORE nos exatos 01:39 é uma pintura, o solo de LORD aos 02:56 é lapidado e iniciando aos 03:41 o solo de GLOVER é bárbaro.
“NEVER BEFORE” soa um pouco dissonante do restante das faixas que compõe o disco, mas é puramente coesa. Vocal interpretado com mais vigor em seu início, a música dá uma quebrada no ritmo ficando com uma atmosfera mais pop e depois retorna a base inicial. Destaco em seus segundos finais a orgia sonora que os teclados do maestro JON LORD elucidam.
“SMOKE ON THE WATER” o que dizer desta obra-prima, o que comentar, está explícito, apenas deixo o riff dizer por si só a grandeza que é esta música, o álbum se resume a este riff memorável.
“LAZY” a preguiça faz com que o seu corpo estagna no tempo numa trajetória única sem reviravoltas, sentindo-se acomodado para a novidade. Se você se identifica com o que foi citado, então deixa esta música de lado. Esta canção é sensacional, com suas nuances jazzísticas delirantes, delimitando a grandiosidade que é “MACHINE HEAD” para a história do rock.
“SPACE TRUCKIN’” fecha o disco com maestria e respeito. Riff introdutório bem ornamentado, GILLAN demonstrando toda sua força vocal, bases consistentes de GLOVER, solo característico de BLACKMORE e bateria destruidora e requintada de PAICE. Concluindo assim de maneira exata este álbum essencial.

 fonte:http://whiplash.net  -  http://acordehendrix.blogspot.com.br/
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